sexta-feira, 4 de julho de 2014

Macaco

Àwọn ọ̀bọ gun igi.
Os macacos subiram na árvore.

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).


Àwọn, pron. Eles, elas. Indicador de plural ( os, as).

Lágídò, ẹdun, ọ̀bọ, s. Macaco.

Ẹdun, s. Gêmeo. Macaco.

Gùn, v.  Trepar, montar, copular (animais). Subir, escalar. Suar. Ser longo, ser comprido.

Igi, s. Árvore, madeira, combustível.




































quinta-feira, 3 de julho de 2014

Maat

Maat - Ọ̀rọ̀ ti òtítọ́
Maat – A Palavra da Verdade.









Texto 1 - Maat – A Palavra da Verdade.

A verdade não é uma invenção moderna. Tal como a conhecemos, ela existe onde há consciência; uma está envolvida na outra. Mas de onde vem a verdade, a retidão e a justiça, e o que podemos chamar de código de ética? Parece que nossa civilização e nossa cultura têm uma dívida para com o Egito Antigo. De todas as culturas ou países conhecidos, o Egito tem os mais antigos registros históricos, remontando a mais de cinco mil anos.

Em egípcio, a palavra para verdade é Maat. O uso do Maat surgiu na Era das Pirâmides, iniciada por volta de 2700 a. C. No começo, Maat estava associado ao deus-sol Ra, ao faraó, à administração do país, ao homem comum, aos rituais dos templos e aos costumes mortuários.

Além disso, Maat eventualmente passou a ser associado a Osíris, o deus do outro mundo. Para os egípcios antigos, a palavra Maat significava não só verdade mas também retidão e justiça. Seu símbolo do Maat era a pluma de avestruz. A pluma, como símbolo, é encontrada em toda parte do Egito . nos túmulos e nas paredes e colunas dos templos. A pluma pretende transmitir a idéia de que "a verdade existirá". A pluma era transportada nas cerimônias egípcias, muitas vezes sobre um cajado. Ela aparece como fazendo parte do toucado da deusa.



A deusa alada Maat. Pintura mural que fica na entrada do túmulo da rainha Nefertari, esposa do faraó Ramsés II.




Para os egípcios que viviam na Era das Pirâmides, discernia-se o Maat como algo praticado pelo indivíduo. Era também uma realidade social e governamental existente, bem como uma ordem moral identificada com o governo do faraó. Durante toda a história do Egito Antigo, o Maat foi o que o faraó personificou e aplicou. Maat era a concepção egípcia de justiça; era justiça como a ordem divina da sociedade. Era também a ordem divina da natureza conforme estabelecida no momento da criação. O conceito tanto fazia parte da cosmologia quanto da ética.

Nos textos das pirâmides do Antigo Reino, está dito que Ra surgiu no local da criação: "... Depois ele pôs ordem, Maat, no lugar do caos... sua majestade expulsou a desordem, a falsidade, das duas terras para que a ordem e a verdade fossem ali novamente estabelecidas". A verdade e a ordem foram colocadas no lugar da desordem e da falsidade pelo criador. O faraó, sucessor do criador, repetia este ato importante na sua subida ao trono, quando das suas vitórias, ao terminar a renovação de um templo e em conexão com outros acontecimentos importantes.

Um dos textos das pirâmides diz: "O céu está satisfeito e a terra regozija-se quando ouvem que o Rei Pépi II pôs Maat no lugar da falsidade e da desordem". Os historiadores modernos concluem que a justiça era a essência do governo, inseparável do rei e, portanto, o objetivo reconhecido da preocupação de um funcionário. Ele não só estava envolvido na concepção de justiça como também na ética. Dizia-se que os inúmeros deuses dos egípcios viviam pelo Maat. Isto quer dizer que os poderes encontrados na natureza funcionavam de acordo com a ordem da criação.

Para o povo, o faraó estava com os deuses em sua relação com Maat, como se evidencia por esta citação: "Tornei clara a verdade, Maat, que Ra ama. Sei que ele vive de acordo com ela. Ela também é meu alimento. Eu também como do seu brilho". Assim, o rei ou faraó vivia pelo Maat.

Esperava-se que os funcionários dirigidos pelo faraó vivessem de acordo com o Maat, conforme o sugere esta citação: "Se és líder e diriges os assuntos de uma multidão, esforça-te por alcançar toda virtude até que não haja mais falhas em tua natureza. Maat é bom e sua obra é duradoura. Ele não foi perturbado desde o dia do seu criador. Aquele que transgride seus decretos é punido. Ele se estende como um caminho à frente até mesmo daquele que nada sabe. A má ação até hoje nunca levou seu empreendimento a termo". O significado aqui é evidente. Ele pede honestidade. Honestidade era sempre o tema.

Os funcionários do faraó devem esforçar-se por alcançar toda virtude, e sempre imparciais, verdadeiros e justos em seu trabalho. Era crença egípcia que a ordem divina foi estabelecida na criação e que esta não só se manifestava na natureza, mas também na sociedade como justiça, e na vida da pessoa como verdade. Maat era esta ordem, a essência da virtude.

O conceito de Maat confirma a antiga crença egípcia de que o universo é imutável, e que todos os opostos aparentes devem manter-se mutuamente num estado de equilíbrio. Ele subentende vigorosamente uma permanência; estimula o homem a esforçar-se por alcançar a virtude até que não tenha mais falhas. A harmonia e a ordem estabelecida de Maat, assim como a permanência, estão subentendidas nisso.

Um homem só teria êxito na vida, se vivesse harmoniosamente de acordo com o conceito de Maat e em sintonia com a sociedade e a natureza. A retidão produzia alegria; o contrário trazia o infortúnio. Este era um conceito profundo para os egípcios antigos, um conceito que ultrapassava o âmbito da ética, poderíamos dizer, e que na verdade afetava a existência do homem e seu relacionamento com a sociedade e a natureza. É claro que havia aqueles, entre os antigos egípcios, que não desejavam seguir os preceitos de Maat.

O Maat predominava por toda a terra. O camponês insistia que mesmo o mais pobre tinha direitos inerentes. Achava-se que o deus criador fizera todo homem igual ao seu irmão; a existência era curta para quem praticava a inverdade, a falsidade e a desordem, os opostos de Maat. Isto tornava impossível a vida. A eficiência de Maat não podia estar presente quando a pessoa praticava a desonestidade.



Todos os deuses do panteão egípcio agiam de acordo com a ordem estabelecida de Maat. O egípcio acreditava que o Maat da ordem divina seria o mediador entre ele e os deuses. De acordo com essa crença, quando um homem errava não cometia crime contra um deus, mas atingia diretamente a ordem estabelecida. Um ou outro deus providenciaria para que a ordem fosse vingada.

Nas pinturas que se vêem nas paredes dos templos e dos túmulos o faraó aparece exibindo Maat aos outros deuses diariamente. Assim, o faraó estava cumprindo sua função divina de acordo com a ordem de Maat em nome dos deuses. Vemos aqui também a inferência de permanência, que Maat era eterno e inalterável. Este era a verdade .uma verdade que não era suscetível de verificação ou comprovação. A verdade sempre estava em seu lugar certo na ordem criada e mantida pelos deuses. Era um direito criado e herdado que a tradição dos egípcios antigos transformou num conceito de estabilidade organizada.

A lei da terra era a palavra do faraó, pronunciada por ele de acordo com o conceito de Maat. Como o próprio faraó era um deus, ele era o intérprete terreno de Maat. Em conseqüência, também estava sujeito ao controle de Maat dentro dos limites da sua consciência. Se qualquer egípcio quisesse experimentar a felicidade eterna, esperava-se que fosse moralmente circunspecto. O caráter pessoal era mais importante que a riqueza material.

Segundo a crença do Antigo Reino, Ra era o deus do mundo dos vivos, havendo referências feitas "àquela balança de Ra onde ele pesa Maat. . O conceito era que Maat perdurava passando à eternidade. Ele ia para a necrópole com o morto e era depositado ali. Quando sepultado ou fechado num túmulo, seu nome não morria; era lembrado pelo bem que ele emanava.

Em tempos posteriores, o deus Osíris, que estava relacionado com a vida futura, tornar-se-ia juiz dos mortos, presidindo a pesagem do coração de um homem contra o símbolo de Maat. Acreditava-se que o coração era o centro da mente e da vontade. Antes desse período, o tribunal divino estava sob o deus-sol Ra e a pesagem chamava-se contagem do caráter.

Um dos documentos mais famosos do Egito Antigo é o Livro dos Mortos, que contém textos fúnebres, cujo uso começou com o Período Imperial e continuou sendo usado em períodos subseqüentes. No Livro dos Mortos encontra-se a chamada Confissão a Maat.

Para conseguir um lugar na vida futura, um egípcio precisava confessar que não cometera erra algum; portanto, ele fazia uma verdadeira declaração de inocência, que é o inverso de uma confissão. Os egiptólogos e historiadores contemporâneos acham que o termo confissão é errôneo. Contudo, por tradição continuaremos sem dúvida a denominar os textos fúnebres a este respeito no Livro dos Mortos como a Confissão a Maat.

Os textos estão escritos em papiros e falam do tribunal para o egípcio morto. O juiz é Osíris, ajudado por quarenta e dois deuses que se sentam com ele para julgar os mortos. Os deuses representavam os quarentas e dois nomos, ou distritos administrativos, do Egito.

Evidentemente os sacerdotes criaram o tribunal de quarenta e dois juízes para controlar o caráter dos mortos de todas as partes do país .sendo a idéia de que pelo menos um juiz teria de vir do nomo do morto. Os juízes representavam os vários males, pecados, etc. O egípcio morto que estava sendo julgado não confessava pecados, mas afirmava sua inocência dizendo: "Não matei", "Não roubei", "Não furtei".

Para os egípcios antigos a morte não era o fim e sim uma interrupção. O egípcio não devia incorrer jamais no desagrado da sua divindade e do Maat. O conceito do julgamento sem dúvida causava impressão profunda nos egípcios vivos. O drama envolvendo Osíris é vívido e descreve o julgamento tal como afetado pela balança.



Um certo papiro, de excelente feitura e arte, mostra Osíris sentado num trono numa extremidade da sala do tribunal, com Ísis e Néftis de pé atrás dele. Num dos lados da sala estão dispostos os nove deuses da Novena Heliopolitana dirigida pelo deus-sol. No centro está a balança de Ra onde ele pesa a verdade.

A balança é manipulada pelo antigo deus dos mortos, Anúbis, de cabeça de chacal, e atrás dele, Toth, o escriba dos deuses, que preside a pesagem. Atrás deste fica o crocodilo monstro pronto para devorar o injusto. Ao lado da balança, em sutil insinuação, está a figura do destino acompanhada pelas duas deusas do nascimento que estão prestes a contemplar o destino da alma cuja vinda ao mundo elas certa feita presidiram. Na entrada está a deusa da verdade, Maat. Ela deve conduzir a alma recém-chegada à sala do julgamento.

Anúbis pede o coração do recém-chegado. Este é posto num dos pratos da balança enquanto no outro aparece a pluma, o símbolo de Maat. Dirigia-se ao coração e se pedia a ele que não se erguesse contra o morto como testemunha. O apelo era aparentemente eficaz, pois Toth dizia: "Ouvi esta palavra em verdade. Julguei o coração... Sua alma é testemunha sobre ele. Seu caráter é justo segundo a pesagem da grande balança. Não se encontrou pecado algum nele". Tendo assim recebido um veredito favorável, o morto é conduzido por Hórus, o filho de Ísis, e apresentado a Osíris. Após ajoelhar-se, o morto é recebido no reino de Osíris.

Na Confissão a Maat, o morto declarava sua inocência. Afirmava que nada fizera de errado. Em muitos casos um escaravelho, onde estava escrita uma fórmula, era enterrado com o morto. Esta fórmula destinava-se a impedir que seu próprio coração se levantasse como testemunha contra ele.

Na 18.ª Dinastia, Amenhotep IV desalojou Osíris e os muitos deuses. Ele deu evidência e reenfatizou Maat como o símbolo da verdade, da justiça e da retidão. O disco solar tornou-se Aton. Amenhotep anexava regularmente o símbolo de Maat à forma oficial do seu nome verdadeiro. Em todos os seus monumentos de estado vêem-se escritas as palavras Vivendo na Verdade, ou Maat.

Em conformidade com este fato, Amenhotep chamou sua nova capital de Aquetaton, Horizonte de Aton e O Centro da Verdade. Esta última referência é encontrada num breve hino atribuído à Amenhotep quando, com sua rainha Nefertiti, ele transferiu sua residência para Aquetaton e adotou o nome de Akhenaton, que significa aquele que é benéfico a Aton.

Os seguidores do conceito monoteísta de Akhenaton estavam plenamente cientes das convicções do faraó sobre Maat. Com freqüência encontramos as pessoas da sua corte glorificando Maat, ou a verdade. Em sua revolução, Aton, o deus único, era o criador e mantenedor da verdade e da retidão. Maat, ou a verdade, era a força cósmica da harmonia, da ordem, da estabilidade e da segurança.

Na Era das Pirâmides, Ptah-hotep apresentou o conceito de que o coração era o centro da responsabilidade e da orientação. No tempo de Tutmosis III, na 18.ª Dinastia, declarou-se que "O coração de um homem é seu próprio deus, e meu coração está satisfeito com meus atos".

Pensava-se que esta fosse a voz interior do coração e, com surpreendente percepção, chegou a ser chamada de o deus de um homem. O egípcio tornara-se mais sensível, mais discriminador na sua aprovação ou reprovação da conduta de um homem. O coração assumiu o equivalente ao significado da nossa palavra consciência.

James Henry Breasted escreveu que da verdade, da retidão, do conceito de justiça de Maat veio a consciência e o caráter. Akhenaton destacou repetidamente o conceito de retidão de Maat. Ele desenvolveu o reconhecimento da supremacia de Maat como retidão e justiça numa ordem moral nacional sob um único deus.

O conceito de Maat do Egito Antigo prevaleceu intensamente até o Reino do Meio ou começo do Período Imperial. Durante algum tempo ele esteve relativamente ignorado, mas recuperou sua força no período de toda a 18.ª Dinastia, especialmente durante o tempo de Akhenaton. Mas na época da 20.ª Dinastia, Maat decaíra.

Havia a ineficiência governamental, a indiferença, a fuga da responsabilidade e a desonestidade. A consciência social, o interesse de grupo e a integridade pessoal deixavam de existir. Já não havia mais um homem justo, vivendo em harmonia com a ordem divina de Maat. Deixara de existir o conceito de caráter, de dignidade humana e decência. Quando a ordem estabelecida de Maat, sobre a qual se apoiava o modo de vida egípcio, foi descartada, a vida perdeu o significado. A antiga verdade, Maat, que predominara por uns dois mil anos, deixara de se impor.

Temos de reconhecer pela monumental evidência que, para os egípcios antigos, o conceito de Maat criou uma grande sociedade humana onde havia justiça na pessoa humana e social.






A deusa Maat
Museu Egípcio do Cairo

Época: 1290-1278 a. C. 
Local: Vale dos Reis
Categoria: Relevo
Material: Calcário 
Técnica: Pintura em baixo-relevo

Altura: 74 cm 
Largura: 47 cm

A pintura mostra a deusa Maat usando um ornamento na cabeça, com uma pluma de avestruz, o símbolo da verdade e da justiça.


 Texto 2 - Ìmòye ọmọ ilẹ̀ Áfíríkà 
                 Filosofia africana.


A Filosofia africana é usada de múltiplas formas por diferentes filósofos. Embora diversos filósofos africanos contribuíram para diversas áreas, com a metafísica, epistemologia,filosofia moral e filosofia política, uma grande parte da literatura entra em debate para discutir se a filosofia africana de fato existe.
Introdução
Um dos mais básicos motivos de discussão giram emtorno da aplicação do termo "africano": o conteúdo de sua filosofia ou a identidade dos filósofos. Na primeira visão, conta como filosofia africana aquela que envolve temas africanos (tais comopercepções distintamente africanas, personalidade etc.) ou utiliza métodos que são distintamente africanos.
No último ponto de vista, a filosofia africana é qualquer filosofia praticada por africanos ou pessoasde origem africana, ou outros envolvidos no campo de filosofia africano.
Filosofia africana moderna
O filósofo queniano Henry Odera Oruka distinguiu o que ele chama de quatro tendências na filosofiaafricana moderna: etnofilosofia, sagacidade filosófica, filosofia ideológica nacionalista e filosofia profissional. Mais tarde, Oruka adicionaria mais duas categorias: a filosofia literária/artística,que teve representantes como Ngugi wa Thiongo, Wole Soyinka, Chinua Achebe, Okot p'Bitek, e Taban Lo Liyong; e a filosofia hermenêutica. Maulana Karenga é um dos principais filósofos. Ele escreveu umlivro de 803 páginas intitulado "Maat, o ideal moral no Egito Antigo".

Conclusão


Argumentamos que esta dúvida com relação a existência de uma filosofia Africana por não-Africanos brota da visãofilosófica insustentável que o Africano é ontologicamenteestável10 (effective).Em última instância o propósito desta dúvida é a aquisição e exercício do poder sobre o Africano em todos os aspectos davida. Contra a reivindicação “universal” da “filosofia”, argumentamos que a pluriversalidade é o caráter fundamental do Ser(be-ing).Com base nisto, colocamosque a particularidade é um ponto de... [continua]


Partidos políticos

Àwọn ẹgbẹ́ òṣèlú tuntum.
Partidos políticos novos.




Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Àwọn, pron. Eles, elas. Indicador de plural ( os, as).

Ẹgbẹ́ = grupo, sociedade, associação, partido, par, companheiro.

Òṣèlú, aṣèlú, Olóṣèlús. Político.

Ìṣèlú, s. Política.

Titun, tuntun, adj. Novo, fresco, recente.



PNAB e PPLE, dois partidos do Movimento Negro.
Written by Revista Identidade Negra. Posted in Brasil




Dois novos partidos estão sendo organizados a partir do movimento negro. O Partido Nacional Afro Brasileiro e o Partido Popular de Liberdade de Expressão Afro- Brasileira.


Tanto PNAB quanto o PPLE, estão em processo de organização, contando com lideranças oriundas do movimento negro, que sentem a necessidade de um partido que represente a população afrodescendente.



1 - O Partido Nacional Afro Brasileiro

O PNAB tem lançamento programado para o próximo dia 20 de novembro em Itapevi – SP. Atualmente o PNAB é fruto de articulações de lideranças do movimento negro situadas em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão e Rio Grande do Sul. Porem esta em busca de novas adesões e conta com um abaixo – assinado na internet, para conquista de novas adesões e assinaturas para promover a legalização do partido.


2 - Partido Popular de Liberdade de Expressão Afro- Brasileira






O PPLE se forma a partir da necessidade de defesa e preservação das tradições culturais e religiosas de origem afro-brasileira. E pelas informações coletadas no site do PPLE, estão em processo de busca de assinaturas também.. Segundo dados encontrados em seu site, o PPLE, surge pela falta de partidos que tenham realmente a preocupação com a defesa dos aspectos ligados as tradições culturais e religiosas de origem afro-brasileira.

David Santos







Iniciação a Oxum em Oshogbo.

 Ìbẹ̀rẹ̀ fún Ọ̀ṣùn ní Òṣogbo.

Iniciação a Oxum em Oshogbo.








Odò Ọ̀ṣùn (rio Oxum).


Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Ìbẹ̀rẹ̀, s. Início, começo, origem, iniciação.

Fún, prep. Para, em nome de ( indica uma intenção pretendida para alguém).

, prep. Para, em direção a. Sempre usada com verbo que indica movimento direcional. Ó lọ sílé - Ela foi para casa.

Láti, prep. Para. Usada antes de verbo no infinitivo.

Ọ̀ṣùn, s. Divindade das águas dos rios que fertilizam o solo e que dá nome a um dos rios que corre na região de Ìbàdàn, na Nigéria.

, prep. No, na, em. Usada para indicar o lugar em que alguma coisa está. Indica uma posição estática.

Òṣogbo, s.  Oshogbo (Oxogbô) é a capital e a maior cidade do estado de Oxum, na Nigéria. Localiza-se no sudoeste do país. Tem cerca de  250.951 (1991) mil habitantes. Foi fundada no século XVII pelos yorubás. A população de Oshogbo pertence ao grupo étnico Yoruba, o mais importante grupo étnico na Nigéria.




                                                                                                                                                                                                                                                  



Lindo vídeo que mostra parte do ritual de iniciação ao òrìsà òsun!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sociedade Egungun

 Ẹgbẹ́  egúngún.
Sociedade egungun.

                                                      




Lindo vídeo com presença da senhora Gisele Crossard - Omindarewa. O culto a ancestralidade não é o culto a qualquer pessoa que tenha falecido, mas antes o culto a nossas raízes, o culto aqueles que mais experientes e que tudo de bom e ruim tenha passado em vida, encontra um elo para nos orientar, admoestar e por vezes punir os seus mais próximos.
Culto lindo e cercado de misteriosos fundamentos!
Egúngún ooo!







terça-feira, 1 de julho de 2014

Rap guarani

   Ẹgbẹ́ ti ìbílẹ̀ ṣe ráàpù nínú èdèe guaraní  láti  sọdi-aláìkú  èdè náà.

   Grupo indígena faz rap em guarani para imortalizar o idioma.





Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).

Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

 Ẹgbẹ́ = grupo, sociedade, associação, partido, par, companheiro.

Ti ìbílẹ̀ = indígena.

Ti, prep. De ( indicando posse).


Ìbílẹ̀, s. Nativo, nascido na região.

Ráàpù = rap.

= no, na, em.

Nínú = dentro, no interior de.

Láti = para. Usada antes de verbo no infinitivo.

Sọdi, sọdà = transformar, converter.

Aláìkú = imortal, inextinguível.

Sọdi-aláìkú = imortalizar.

Èdè = idioma, língua, dialeto.

Èdèe guaraní = idioma guarani. Nesta expressão, há dois substantivos juntos e por isso, a vogal do primeiro é estendida na fala e na escrita, se o substantivo seguinte começar com consoante.

Guaraní = guarani.

Náà = o, a, os, as. 






É a mesma coisa que a gente chegar na casa de alguém e falar:
 'eu descobri essa casa’. É que nem se fosse assim aqui, nas histórias”. 





A frase é de Charlie, integrante dos Brô MCs, grupo indígena de rap que é original de uma cidadezinha próxima de Dourados (Mato Grosso do Sul), na divisa do Brasil com o Paraguai. 


Portal Vermelho



Na dúvida se ele está falando da colonização da América do Sul ou da constante invasão e degradação de terras indígenas no país, esclarece-se: das duas coisas. O tratamento de exclusão e desrespeito que se dá aos índios por aqui é o mesmo desde 1500, e é contra que cantam os Brô MCs. E em idioma original.


A banda faz um rap diferente, misturando bases clássicas com instrumentos de origem guarani kaiowá e toques da musical brasileira.

O escolhido pelo grupo foi o ritmo norte-americano com letras em guarani e em português por várias razões. Primeiro, porque ele surgiu do contexto das oficinas oferecidas em um Ponto de Cultura da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Os quatro rapazes que o fundaram participaram de aulas de dança da Cufa (Central Única de Favelas), aprenderam a dançar o rap, e então um deles começou a compor letras de música. Em 2008, nascia a formação básica dos Brô Mc's: Bruno, Charlie, Kelvin e Clemerson.

Depois, eles chegaram à conclusão que Brô MCs – que vem de “brothers” – era um nome bacana, porque são duas duplas de irmãos (Bruno e Clemerson; Charlie e Kelvin) que queriam, de fato, buscar uma integração. "Brother, irmão, em linguagem indígena, seria [em guarani] Xerykey, se for mais velho, e Xeryvy, se for mais novo", explica Kelvin. "Como o rap tem sua origem no inglês, o nome ficou assim como uma forma de mostrar ao homem branco que nós queremos paz”.

Eles fundaram o quarteto, levando em conta o cotidiano de sua região, onde os conflitos ao redor da posse de terra ameaçam a forma de vida ancestral dos indígenas. Rapear se tornou a maneira de canalizar as reivindicações e os conflitos da comunidade nativa da maior reserva urbana do Brasil. 

Adany Muniz, um dos integrantes da formação atual, explica que o Mato Grosso está dominado pela economia do agronegócio, que os "rejeita e persegue". "Existe muito conflito pela questão da terra e o preconceito contra o indígena. A sociedade não aceita nossa cultura e nossa identidade, então somos muito melhor recebidos em outros estados onde não há indígenas como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília", diz.

Cantar em duas línguas foi uma escolha natural. Ao mesmo tempo em que no Brasil se fala português, "valorizamos nossa língua". "Somos o único grupo indígena no país que faz rap e mistura português com guarani”, afirma Bruno. Os Brôs têm se apresentado com frequência cada vez maior desde que se tornaram mais conhecidos, em 2010, no Brasil e no Paraguai – onde o guarani é idioma oficial junto ao espanhol e falado por mais de 90% dos paraguaios, de acordo com o último censo local. Kelvin acredita que a banda se transformou em "uma oportunidade muito grande para mostrar a capacidade da cultura indígena" e de sua língua.

Clemerson destacou a surpresa que causaram na própria aldeia quando começaram a cantar rap. Depois veio o lançamento do primeiro CD, em 2012, a gravação de um clipe que já tem mais de 200 mil acessos no YouTube e ampla repercussão na imprensa. Chegaram a abrir um show de Milton Nascimento, se apresentaram em unidades do Sesc de São Paulo e inclusive tocaram em Brasília, para a presidenta Dilma Rousseff. O futuro, apesar do que já foi alcançado, pede muitas conquistas mais. O que esperam é continuar cantando para "imortalizar o guarani" e divulgar o conflito de sua terra.



Assista ao clipe oficial do grupo: 
                                                                                                                  

Analfabeto midiático

Àwọn ènìyàn láìkọ́wé.
Pessoas analfabetas.














Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).

Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).


Àwọn, pron. Eles, elas. Indicador de plural ( os, as).

Ènìà, ènìyàn, s. Pessoa. Povo, seres humanos, alguém
Láìkọ́, aláìkẹ́kọ́, adj. Inculto
Òpèaláìmọ̀s. pessoa ignorante, simplória.
Láìkọ́wé, aláìmọ̀ iwéaláìmọ̀wé adj. analfabeto, iletrado, sem estudo.
Láìmọ̀rí, ad. Inexperiente.
Kẹ́kọ́, v. Aprender, receber instrução.
Kọ́, v. Estudar, aprender, ensinar, educar.
Mọ̀, v. Saber, compreender. Conhecer, reconhecer.
Láì, prep. Sem, não. Usado como prefixo negativo das palavras.
Àì, láì, pref. neg. Sem, carecer de.
Aláì, pref. neg.





O pior analfabeto é o analfabeto midiático


“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21

Celso Vicenzi, no Outras Palavras
Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos.
Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.
Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.
jornal nacional analfabeto midiático
Bancada do Jornal Nacional (Divulgação)
O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”. Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.
  • O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista. O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”

O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia.
Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
O analfabeto político
O pior analfabeto, é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha
Do aluguel, do sapato e do remédio
Depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que
Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil,
Que da sua ignorância nasce a prostituta,
O menor abandonado,
O assaltante e o pior de todos os bandidos
Que é o político vigarista,
Pilanta, o corrupto e o espoliador
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertold Brecht