Ní Púẹ́rtò Ríkò, abọ̀rìṣà kan (santero) ń gbára dì láti bá Ṣàngó, ìyẹn ọlọ́run ààrá, sọ̀rọ̀.
Em Porto Rico, um santero (médium) realiza uma sessão para entrar em contato com um espírito chamado Changó (Xangô), o deus do trovão.
Ẹ kọ́ èdè Yorùbá lọ́dọ̀ Olùkọ́ Ọláńdésì Rọ́sà Fáríàsì (Olùkọ́ Díníyò) àti pé, láfikún sí i, ẹ jẹ́ kí àwọn Òrìṣà tọ́ ọ padà síbi tí ẹ ti wá. Ẹ jẹ́ kí èrò inú rẹ lágbára, kí ó lómìnira, kí ẹ ṣe àwọn àṣàyàn tó dára, kí ẹ sì di olórí rere - Aprenda o idioma yorubá com o Professor Orlandes Rosa Farias (Prof° Dinho) e, além disso, deixe os orixás guiá-lo de volta à origem. Que vossa mente seja forte, livre, faça boas escolhas e se torne olórí rere.
Ní Púẹ́rtò Ríkò, abọ̀rìṣà kan (santero) ń gbára dì láti bá Ṣàngó, ìyẹn ọlọ́run ààrá, sọ̀rọ̀.
Em Porto Rico, um santero (médium) realiza uma sessão para entrar em contato com um espírito chamado Changó (Xangô), o deus do trovão.
Magia de Contágio e Emaranhamento Quântico: Uma Análise de Correlações Não-Locais
Olùkọ́ Ọláńdésì Rọ́sà Fáríàsì - Professor Orlandes Rosa Farias
A busca humana por compreender conexões invisíveis que superam a distância física manifesta-se tanto em sistemas de pensamento tradicionais quanto na física contemporânea. Dois conceitos de campos distintos ilustram essa busca: a magia de contágio, descrita na antropologia clássica, e o emaranhamento quântico, fundamentado na mecânica quântica. Esta análise compara os dois modelos de forma estritamente teórica, avaliando suas estruturas conceituais de ligação à distância sem emitir juízos de valor sobre suas respectivas naturezas metodológicas.
1. O Princípio da Conexão por Contato Prévio
- Magia de Contágio: Baseia-se na premissa de que coisas que estiveram em contato físico continuam a agir umas sobre as outras mesmo após a separação. O vínculo permanece ativo independentemente do espaço que as separa.
- Emaranhamento Quântico: Ocorre quando duas ou mais partículas interagem de tal forma que o estado quântico de cada partícula não pode ser descrito independentemente do estado das outras. A conexão persiste mesmo se as partículas forem separadas por anos-luz.
2. Mecanismo de Ação e Causalidade
- Magia de Contágio: Opera por meio de uma lógica de correspondência e continuidade relacional. Não depende de um vetor físico visível ou de sinais mecânicos intermediários para que a alteração em uma parte reflita na outra.
- Emaranhamento Quântico: Demonstra a não-localidade, fenômeno em que a medição de uma partícula determina instantaneamente o estado da partícula parceira. O teorema de Bell comprova que essa correlação viola o princípio da localidade, sem o transporte de sinais através do espaço-tempo clássico.
3. Divergências Metodológicas e de Escopo
- Dimensão de Escala: O modelo quântico é matematicamente formalizado e verificado experimentalmente em escala subatômica (microscópica). O modelo de contágio é aplicado em contextos macroscópicos e sociais de causalidade percebida.
- Reprodutibilidade: O emaranhamento quântico é um fato empírico rigorosamente testado em laboratório sob isolamento ambiental. O contágio conceitual opera dentro de sistemas de crenças funcionais e fenomenologia cultural, sem o escopo de previsão estatística exata.
A analogia estrutural entre a magia de contágio e o emaranhamento quântico reside na rejeição da necessidade de contato físico contínuo para a existência de correlação entre dois sistemas separados. Enquanto a física quântica valida essa não-localidade formalmente no tecido do universo microscópico, a antropologia identifica uma intuição estruturalmente semelhante nas dinâmicas de pensamento humano. Ambos os conceitos, cada um em seu domínio de validade, desafiam a visão puramente mecanicista e localizada do espaço e da causalidade.
Baba tòótọ́ ti àbá-èrò-orí ẹfolúṣọ̀n.
O verdadeiro pai da teoria evolução.
Al-Jahiz e o Pioneirismo Africano: A Evolução Escrita Séculos Antes de Darwin
Olùkọ́ Ọláńdésì Rọ́sà Fáríàsì - Professor Orlandes Rosa Farias
A história da ciência costuma nos ensinar que a Teoria da Evolução nasceu no século XIX, pelas mãos de Charles Darwin. No entanto, ignorar os precursores é um erro histórico. Mais de novecentos anos antes do naturalista britânico, o pensador afro-oriental Al-Jahiz já descrevia os mecanismos que regem a transformação e a adaptação das espécies.
Abu Uthman Amr bin Bahr al-Fukaymi al-Basri, conhecido mundialmente como Al-Jahiz (776–868 d.C.), nasceu na região onde hoje é o atual Iraque, mas era descendente de africanos da África Oriental. Sendo um dos maiores polímatas e zoólogos do califado abássida, compilou em sua obra magna, Kitab al-Hayawan (O Livro dos Animais), uma vasta enciclopédia zoológica contendo mais de 350 espécies. Longe de ser um mero catálogo de criaturas, o livro foi um marco sem precedentes no pensamento biológico e na observação empírica.
Nas páginas de seu tratado, Al-Jahiz formulou os alicerces daquilo que hoje compreendemos como evolucionismo. Ele identificou e detalhou três pilares fundamentais da evolução:
- Luta pela Existência: Al-Jahiz observou que a natureza impõe um estado de guerra constante pela sobrevivência. Animais lutavam por recursos e para evitar a predação. Nessa competição, os mais fortes e bem adaptados tinham maior probabilidade de sobreviver e gerar descendentes.
- Fatores do Meio Ambiente: O pensador argumentou que o clima, a alimentação e o ambiente imediato têm um peso direto sobre a fisiologia e o comportamento dos seres vivos. O ecossistema forçaria o desenvolvimento de novas características físicas para garantir a permanência da espécie.
- Transformação das Espécies em Outras Espécies: Ao notar como os fatores ambientais atuam continuamente, Al-Jahiz postulou que as pressões ecológicas levam ao surgimento de novas características e, consequentemente, à transformação de uma espécie em outra ao longo das gerações.
Reconhecer o trabalho de Al-Jahiz não diminui o brilhantismo de Charles Darwin. Darwin formalizou a teoria por meio de um método científico rigoroso e publicou o aclamado A Origem das Espécies. Contudo, é uma injustiça histórica e epistêmica apagar os séculos de observações minuciosas feitas por estudiosos africanos e islâmicos. O pioneirismo de Al-Jahiz é um lembrete valioso de que a busca pela compreensão da diversidade da vida é um esforço coletivo e contínuo da humanidade, construído tijolo por tijolo através de diferentes culturas e épocas.
Ète fún Ìmúgbòòrò Ilẹ̀ Ísírẹ́lì.
Plano para a Expansão do Território de Israel.
Ìbọsìn Ẹrù ti Jọ́nù Fúrùmù
Culto à Carga de John Frum.
Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:
https://www.youngpioneertours.com/cargo-cult-of-john-frum/
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
Ìjọsìn, s. Culto comunal.
Ẹrù, s. Carga, bagagem.
Ti, prep. De (indica posse).
Jọ́nù, s. John (João). É a transliteração fonética do nome próprio inglês "John" para a ortografia e pronúncia do idioma Yorùbá.
Jọ́nù Fúrùmù, s. John Frum. Nome próprio adaptado à fonética e ortografia iorubá. John Frum (Jon Brum, John From) é uma figura associada aos culto à carga nas ilhas de Tanna, Vanuatu, na Melanésia. Ele é descrito como um soldado estadunidense da Segunda Guerra Mundial, que trará saúde e prosperidade para as pessoas que o seguirem. Por vezes, ele é retratado como sendo negro, por vezes como sendo branco.
Abaixo estão as principais palavras e verbos compostos em yorùbá que terminam com kúrò: