quarta-feira, 22 de julho de 2026

Orin Ọ̀sányìn

Orin entoado no ritual do Sassanha (Ṣàṣànyìn) ou no Ipade para trazer calmaria e estabilidade.
Orin àwọn ewé (cantiga das folhas)
Ewe balẹ̀ kòṣòro
Ewe balẹ̀ kòṣòro
Kùkùndùnkù olorí ewé
Farabalẹ̀ kòṣòro
Tradução e Significado Ritual:
- A folha toca o solo e não encontra dificuldades. 
A batata-doce é a folha dona da cabeça (fornece equilíbrio).
Acalme-se, tenha paciência, pois tudo se resolverá sem dificuldades.
  Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
1. Ewe balẹ̀ kòṣòro: a folha toca o chão e não há dificuldade (ou não há problemas).  Esta frase saúda o poder das folhas em trazer equilíbrio e paz. Quando a folha toca a terra com a bênção dos orixás, ela neutraliza as negatividades e limpa o caminho, garantindo que a vida corra sem dificuldades intransponíveis.
- Ewe: folha.
- Balẹ̀ (ba ilẹ̀): tocar o chão, pousar na terra. É uma expressão que carrega forte sentido de respeito, reverência e estabilização de energia.
- Kòṣòro (kò ṣòro): não é difícil, não traz problemas ou não há sofrimento. 
2. Kùkùndùnkù olorí ewé: a batata-doce é a líder (a rainha) das folhas. No contexto das rezas litúrgicas, muitas plantas recebem títulos de nobreza devido às suas propriedades espirituais e medicinais. A rama e a raiz da batata-doce têm forte ligação com a ancestralidade, a fertilidade e a doçura (atração de boas energias e prosperidade). Chamá-la de "olorí ewé" reconhece sua soberania e importância dentro daquele ritual específico.
- Kùkùndùnkù: é o nome em iorubá para a planta da batata-doce (Ipomoea batatas).
- Olorí: líder, chefe, dono da cabeça, aquele que está acima ou no topo.
- Ewé: folha. 
3. Farabalẹ̀ kòṣòro: acalme-se (fique tranquilo), não há dificuldade. É um comando ou uma afirmação de conforto espiritual. O canto assegura aos presentes que, sob a proteção das folhas e das divindades, as ansiedades devem ser deixadas de lado porque a paz e a resolução dos problemas estão garantidas.
- Farabalẹ̀ (fi ara ba ilẹ̀): literalmente significa "colocar o corpo no chão", uma metáfora iorubá muito usada para dizer "acalme-se", "tenha paciência", "mantenha os pés no chão" ou "fique tranquilo".
- Kòṣòro (kò ṣòro): não é difícil, não há problema.
- Ọ̀sányìn: orixá das folhas litúrgicas e medicinais.


Universidade da oralidade tradicional

 Yunifásítì Àṣà Àtẹnudẹ́nu.

Universidade da oralidade tradicional.

A Universidade da Oralidade Tradicional é um projeto idealizado pelo Rei do Bailundo, Ekuikui VI (Tchongolola Tchongonga), em Angola, voltado para a preservação, resgate e valorização dos saberes ancestrais, da história e dos valores éticos e culturais do povo Ovimbundu.

Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:

https://correiokianda.info/reino-do-bailundo-anuncia-criacao-de-universidade-da-oralidade-tradicional-para-preservar-saberes-ancestrais/amp/

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):

- Yunifásítì: universidade. 

- Ẹ̀sìn tó ti fẹsẹ̀ múlẹ̀, ẹ̀sìn àbáláyé, ẹ̀sìn ìbílẹ̀: religião tradicional.

- Àṣà àtẹnudẹ́nu: cultura oral, tradição oral, oralidade tradicional.

- Àṣà: costume, hábito, moda. 

- Àtẹnudẹ́nu: significa oral ou passado de boca em boca (composto por raízes que remetem à boca e à fala, frequentemente usado para designar a literatura e as narrativas que não dependem da escrita).

Campeonato de luta entre robôs humanoides.

Ìdíje ìjà láàárín àwọn rọ́bọ́tì tó rí bí èèyàn.

Campeonato de luta entre robôs humanoides.

     A China lançou em 16 de julho de 2026 a primeira liga profissional e comercial de MMA entre robôs humanoides em tamanho real do mundo. Batizado de Ultimate Robot Knock-out Legend (URKL), o torneio foi realizado em um octógono na cidade de Shenzhen, o polo tecnológico do país.

Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:

https://urkl.org/

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):


- Ìdíje: competição, campeonato, disputa.

- Ìjà: luta, combate.

- Láàárín: entre (no meio de).

- Àwọn: marcador de plural.

Ẹ̀rọ rọ́bọ́tì, ère tí ẹ̀rọ nmú rìn, rọ́bọ́tì, rọ́bọ́ọ̀tì (do inglês robot): robô.

- Tó rí bí èèyàn: que se parecem com seres humanos ou com aspecto humano" ( = que, rí bí = parece com / tem a aparência de, èèyàn = pessoa / ser humano).

terça-feira, 21 de julho de 2026

Revolução Iraniana

 Ta ni Álì Ṣaríàtì, olùṣètò ẹ̀kọ́ ìyipada ti Ìránì àti alágbàwí íìsìmù Pupa?

Quem foi Ali Shariati, ideólogo da Revolução Iraniana e defensor do xiismo vermelho?

Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:

https://anovademocracia.com.br/quem-foi-ali-shariati-ideologo-da-revolucao-iraniana-influenciado-pelo-marxismo-e-defensor-do-xiismo-vermelho/

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):

Ta ni: quem é, quem são. É o pronome interrogativo usado para fazer perguntas sobre a identidade de pessoas. Ta significa "quem" e ni funciona como o verbo de ligação "é". 

- Álì Ṣaríàtì: Ali Shariati. Nome próprio do famoso intelectual, sociólogo e revolucionário iraniano (1933–1977), cujas ideias foram fundamentais para a Revolução Iraniana de 1979.

- Olùṣètò: planejador, organizador, estruturador ou ideólogo. A palavra é formada pelo prefixo de agente olù- (aquele que faz algo) e o verbo ṣètò (organizar, planejar, estruturar). No contexto político e acadêmico, refere-se à pessoa que formula a base teórica ou a ideologia de um movimento.

- Ẹ̀kọ́: ensinamento, doutrina, lição ou educação. É o substantivo usado para se referir a um corpo de conhecimento ou a um sistema de crenças/ideias. Junto com a palavra anterior (olùṣètò ẹ̀kọ́), forma a expressão para "ideólogo" ou "formulador de doutrina".

- Ìyipada: mudança, transformação ou revolução. Deriva do verbo yí padà (mudar, virar, transformar). No contexto sociopolítico da frase, traduz o conceito de "revolução" (a grande virada ou transformação social).

- Ti: de, do, da. Preposição de posse ou associação que conecta os termos.

- Ìránì: Irã. A transliteração e adaptação fonética do nome do país (Irã/Iran) para as regras ortográficas e de pronúncia da língua iorubá.

- Àti: e. Conjunção aditiva usada para ligar palavras ou frases.

- Alágbàwí: defensor, advogado ou proponente. Formada pelo prefixo de posse/agente oní- (que se torna alú- ou alá- antes de certas vogais) e gbàwí (falar em favor de, interceder). Refere-se a alguém que defende publicamente uma causa ou ideia.

Ṣíìsìmù: xiismo. Adaptação da palavra "Shi'ism" (a vertente xiita do Islã) para a fonética do iorubá.

Ẹ́sìn ṣíìà: religião Xiita ou Islã Xiita.

- Àwọn ṣíìà pupa: xiitas vermelhos.

Pupa: vermelho. O adjetivo para a cor vermelha. No contexto da obra de Shariati, o "Xiismo Vermelho" (Red Shi'ism) simboliza o xiismo puro, revolucionário, voltado para a justiça social e o martírio contra a opressão, em oposição ao "Xiismo Negro", que ele criticava como passivo e institucionalizado.



Beleza física e felicidade

Èrò tá a ní nípa ẹwà àti ìrísí wa ló máa pinnu bóyá a máa láyọ̀ tàbí a ò ní láyọ̀. 

A maneira como encaramos a beleza física pode influenciar nossa felicidade.

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):

- Èrò: Pensamento, opinião, visão ou ideia.
-  Tá a ní (aglutinação de tí a ní): Que nós temos ( = que; a = nós; = ter).
- Nípa: Sobre, a respeito de, concernente a.
- wà: Beleza.
- Àti: E.
- Ìrísí: Aparência, aspecto físico, forma como alguém se parece.
- Wa: Nosso / nossa (pronome possessivo que qualifica ẹwà e ìrísí).
- Ló (aglutinação de ni ó): É o que, é quem (marcador de foco + pronome).
- Máa: Indicador de tempo futuro (equivalente ao "vai" ou "irá").
- Pinnu: Decidir, determinar, resolver.
- Bóyá: Se, talvez, porventura. 
- A: Nós.
- Máa láyọ̀: Seremos felizes / vamos ter alegria (máa = futuro; láyọ̀ = ter alegria/felicidade, derivado de + ayọ̀).
- Tàbí: Ou.
- A ò ní láyọ̀: Não seremos felizes / não teremos alegria (ò ní é a negação do futuro, significando "não vai" ou "não haverá").

domingo, 19 de julho de 2026

Xangô

 Ní Púẹ́rtò Ríkò, abọ̀rìṣà kan (santero) ń gbára dì láti bá Ṣàngó, ìyẹn ọlọ́run ààrá, sọ̀rọ̀.

Em Porto Rico, um santero (médium) realiza uma sessão para entrar em contato com um espírito chamado Changó (Xangô), o deus do trovão.

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
-  Ní: É uma preposição que significa "em", "no" ou "na". Serve para indicar o local ou o tempo. 
Púẹ́rtò Ríkò: É a transliteração fonética do nome do país "Porto Rico" para a ortografia e pronúncia da língua iorubá. 
- Abọ̀rìṣà: Significa literalmente "aquele que cultua ou adora orixá" (a = prefixo de agente/aquele que; bọ́ = cultuar/culto; òrìṣà = divindade). É o termo tradicional para um devoto ou sacerdote das religiões de matriz iorubá. 
- Kan: É o artigo indefinido "um" ou "uma". Em iorubá, ele é colocado após o substantivo que modifica (por isso abọ̀rìṣà kan significa "um adorador de orixá"). 
Ń: É um marcador de aspecto verbal que indica uma ação contínua no presente (equivalente ao nosso gerúndio "-ando", "-endo", "-indo").
- Gbára dì: É um verbo composto (gbá radí) que significa "preparar-se", "aprontar-se" ou "estar pronto" para alguma coisa. 
- Láti: É uma preposição que significa "para" (com sentido de finalidade ou intenção) ou "a fim de", frequentemente usada antes de verbos no infinitivo. 
bá... sọ̀rọ̀: É uma estrutura verbal dividida. significa "com" (indica companhia ou o alvo da ação) e sọ̀rọ̀ significa "falar" ou "conversar". Juntos (bá [alguém] sọ̀rọ̀), significam "falar com [alguém]". 
Ṣàngó: Xangô (ou Shango). É um dos orixás mais populares e importantes, historicamente um rei de Oyo que foi divinizado. 
- Ìyẹn: Significa "aquele", "aquela" ou "isto é", funcionando aqui como um conectivo explicativo (equivalente a "ou seja" ou "isto é"). 
lọ́run: Significa "dono", "senhor" ou "divindade de algo" neste contexto descritivo (oní = dono/senhor + ọ̀run = céu). Embora Ọlọ́run com "Ọ" maiúsculo se refira ao Deus Supremo na cosmologia iorubá, aqui a estrutura ọlọ́run ààrá define a divindade regente de um elemento específico. 
- Ààrá: Significa "trovão". Portanto, ọlọ́run ààrá traduz-se diretamente como "o deus do trovão" ou "o senhor do trovão", que é o principal atributo e domínio de Xangô.