- Orlandes Rosa Farias (Filho)
- Matias Rosa Farias (Pai)
- João Rosa Farias (Avô Paterno)
- Conceição Vaz da Silva (Avó Paterna)
- Cecília Gomes de Oliveira (Mãe)
- José Gomes de Oliveira (Avô Materno)
- Ana Moreira de Carvalho (Avó Materna)
Ẹ kọ́ èdè Yorùbá lọ́dọ̀ Olùkọ́ Ọláńdésì Rọ́sà Fáríàsì (Olùkọ́ Díníyò) àti pé, láfikún sí i, ẹ jẹ́ kí àwọn Òrìṣà tọ́ ọ padà síbi tí ẹ ti wá. Ẹ jẹ́ kí èrò inú rẹ lágbára, kí ó lómìnira, kí ẹ ṣe àwọn àṣàyàn tó dára, kí ẹ sì di olórí rere - Aprenda o idioma yorubá com o Professor Orlandes Rosa Farias (Prof° Dinho) e, além disso, deixe os orixás guiá-lo de volta à origem. Que vossa mente seja forte, livre, faça boas escolhas e se torne olórí rere.
Àtúnbí Àwọn Òrìṣà (Nẹ́tẹ́rù): ìbọgibọ̀pẹ̀ Gẹ́gẹ́ Bí Ìdáhùn Sí Àwọn Ìpèníjà Òde-Òní.
O Resgate dos Neteru: O Animismo como Resposta à Crise da Modernidade.
Olùkọ́ Ọláńdésì Rọ́sà Fáríàsì - Professor Orlandes Rosa Farias
A humanidade contemporânea enfrenta uma de suas maiores provações: a crise climática. Este cenário não é apenas o resultado de falhas técnicas ou econômicas, mas sim o sintoma de uma profunda desconexão espiritual e filosófica entre o homem moderno e o meio ambiente. Ao longo dos séculos, a sociedade ocidental estabeleceu uma barreira rígida entre o que considera "Cultura" e "Natureza", reduzindo o planeta a um mero depósito de recursos a serem explorados. Diante desse colapso iminente, olhar para o passado — especificamente para o Kemetismo e o culto aos Neteru — surge não como um retrocesso místico, mas como um farol de lucidez. O resgate dessa tradição egípcia, sob uma perspectiva essencialmente animista, oferece a filosofia necessária para reconstruirmos nossa relação com o cosmos.
O cerne dessa mudança reside na compreensão de que o universo não é um objeto inanimado. O Kemetismo nos ensina a enxergar o sagrado em cada folha, vento ou gota de chuva, validando a premissa de que a matéria é dotada de vida. Essa visão ecoa milênios depois no hilozoísmo dos primeiros filósofos da natureza da Grécia Antiga, como Tales de Mileto e Anaxímenes. Quando Tales afirmava que "tudo está cheio de deuses", ele validava tardiamente o antigo reconhecimento kemético de que as divindades são as próprias leis e forças que regem o cosmos. A natureza, portanto, pulsa; ela não é um cenário estático, mas uma entidade viva e divina que exige respeito e reverência.
Essa vitalidade universal nos conecta diretamente ao conceito de panpsiquismo e à ideia de uma "Alma do Mundo". Para os antigos egípcios, o meio ambiente era a manifestação direta da energia criadora, e a humanidade carregava em si a mesma centelha divina do cosmos. Séculos mais tarde, pensadores como Giordano Bruno e Baruch Spinoza — com o seu célebre conceito de Deus sive Natura (Deus ou a Natureza) — argumentariam de forma semelhante que Deus e o universo são a mesma substância. Se a força vital e o espírito permeiam toda a matéria existente, o ser humano deixa de ser um observador externo e passa a ser parte indissociável de um sistema vivo interconectado.
Essa mudança de percepção ataca diretamente a raiz do problema apontado por antropólogos e filósofos contemporâneos, como Edward Tylor e Philippe Descola. Ao superarmos a desconexão moderna, entendemos que o homem não é o dono do planeta. Essa sabedoria se materializa perfeitamente no princípio egípcio da Ma'at, a lei do equilíbrio cósmico. A Ma'at nos ensina que a sustentação do mundo depende de uma cooperação contínua e ética entre a humanidade, as divindades e os elementos naturais. Essa busca por reciprocidade assemelha-se fortemente ao pensamento de lideranças indígenas modernas, como Ailton Krenak e Davi Kopenawa, que defendem uma relação de parentesco, e não de dominação, com a Terra. Se os elementos ao nosso redor — como o ar, a água e a terra — são seres vivos, nossa interação com eles deve ser pautada pela justiça e pela harmonia.
Em suma, o Kemetismo e a ontologia animista oferecem muito mais do que um vislumbre histórico; eles entregam uma urgência ecológica e existencial. Transformar nossa visão de mundo significa abandonar a arrogância antropocêntrica que nos trouxe à beira do abismo ambiental. Reconhecer os Neteru nas forças da natureza é compreender que curar o planeta exige, fundamentalmente, curar a forma como nos enxergamos nele. O equilíbrio da Ma'at não é uma utopia do passado, mas a única saída viável para o futuro.
Ewe balẹ̀ kòṣòro
Ewe balẹ̀ kòṣòro
Kùkùndùnkù olorí ewé
Farabalẹ̀ kòṣòro
Yunifásítì Àṣà Àtẹnudẹ́nu.
Universidade da oralidade tradicional.
A Universidade da Oralidade Tradicional é um projeto idealizado pelo Rei do Bailundo, Ekuikui VI (Tchongolola Tchongonga), em Angola, voltado para a preservação, resgate e valorização dos saberes ancestrais, da história e dos valores éticos e culturais do povo Ovimbundu.
Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:
https://correiokianda.info/reino-do-bailundo-anuncia-criacao-de-universidade-da-oralidade-tradicional-para-preservar-saberes-ancestrais/amp/
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
- Yunifásítì: universidade.
- Ẹ̀sìn tó ti fẹsẹ̀ múlẹ̀, ẹ̀sìn àbáláyé, ẹ̀sìn ìbílẹ̀: religião tradicional.
- Àṣà àtẹnudẹ́nu: cultura oral, tradição oral, oralidade tradicional.
- Àṣà: costume, hábito, moda.
- Àtẹnudẹ́nu: significa oral ou passado de boca em boca (composto por raízes que remetem à boca e à fala, frequentemente usado para designar a literatura e as narrativas que não dependem da escrita).
Ìdíje ìjà láàárín àwọn rọ́bọ́tì tó rí bí èèyàn.
Campeonato de luta entre robôs humanoides.
A China lançou em 16 de julho de 2026 a primeira liga profissional e comercial de MMA entre robôs humanoides em tamanho real do mundo. Batizado de Ultimate Robot Knock-out Legend (URKL), o torneio foi realizado em um octógono na cidade de Shenzhen, o polo tecnológico do país.
Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:
https://urkl.org/
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
- Ìdíje: competição, campeonato, disputa.
- Ìjà: luta, combate.
- Láàárín: entre (no meio de).
- Àwọn: marcador de plural.
- Ẹ̀rọ rọ́bọ́tì, ère tí ẹ̀rọ nmú rìn, rọ́bọ́tì, rọ́bọ́ọ̀tì (do inglês robot): robô.
- Tó rí bí èèyàn: que se parecem com seres humanos ou com aspecto humano" (tó = que, rí bí = parece com / tem a aparência de, èèyàn = pessoa / ser humano).
Ta ni Álì Ṣaríàtì, olùṣètò ẹ̀kọ́ ìyipada ti Ìránì àti alágbàwí ṣíìsìmù Pupa?
Quem foi Ali Shariati, ideólogo da Revolução Iraniana e defensor do xiismo vermelho?
Tó o bá fẹ́ ìsọfúnni síwájú sí i - Se você precisar de mais informações:
https://anovademocracia.com.br/quem-foi-ali-shariati-ideologo-da-revolucao-iraniana-influenciado-pelo-marxismo-e-defensor-do-xiismo-vermelho/
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
- Ta ni: quem é, quem são. É o pronome interrogativo usado para fazer perguntas sobre a identidade de pessoas. Ta significa "quem" e ni funciona como o verbo de ligação "é".
- Álì Ṣaríàtì: Ali Shariati. Nome próprio do famoso intelectual, sociólogo e revolucionário iraniano (1933–1977), cujas ideias foram fundamentais para a Revolução Iraniana de 1979.
- Olùṣètò: planejador, organizador, estruturador ou ideólogo. A palavra é formada pelo prefixo de agente olù- (aquele que faz algo) e o verbo ṣètò (organizar, planejar, estruturar). No contexto político e acadêmico, refere-se à pessoa que formula a base teórica ou a ideologia de um movimento.
- Ẹ̀kọ́: ensinamento, doutrina, lição ou educação. É o substantivo usado para se referir a um corpo de conhecimento ou a um sistema de crenças/ideias. Junto com a palavra anterior (olùṣètò ẹ̀kọ́), forma a expressão para "ideólogo" ou "formulador de doutrina".
- Ìyipada: mudança, transformação ou revolução. Deriva do verbo yí padà (mudar, virar, transformar). No contexto sociopolítico da frase, traduz o conceito de "revolução" (a grande virada ou transformação social).
- Ti: de, do, da. Preposição de posse ou associação que conecta os termos.
- Ìránì: Irã. A transliteração e adaptação fonética do nome do país (Irã/Iran) para as regras ortográficas e de pronúncia da língua iorubá.
- Àti: e. Conjunção aditiva usada para ligar palavras ou frases.
- Alágbàwí: defensor, advogado ou proponente. Formada pelo prefixo de posse/agente oní- (que se torna alú- ou alá- antes de certas vogais) e gbàwí (falar em favor de, interceder). Refere-se a alguém que defende publicamente uma causa ou ideia.
- Ṣíìsìmù: xiismo. Adaptação da palavra "Shi'ism" (a vertente xiita do Islã) para a fonética do iorubá.
- Ẹ́sìn ṣíìà: religião Xiita ou Islã Xiita.
- Àwọn ṣíìà pupa: xiitas vermelhos.
- Pupa: vermelho. O adjetivo para a cor vermelha. No contexto da obra de Shariati, o "Xiismo Vermelho" (Red Shi'ism) simboliza o xiismo puro, revolucionário, voltado para a justiça social e o martírio contra a opressão, em oposição ao "Xiismo Negro", que ele criticava como passivo e institucionalizado.
Èrò tá a ní nípa ẹwà àti ìrísí wa ló máa pinnu bóyá a máa láyọ̀ tàbí a ò ní láyọ̀.
A maneira como encaramos a beleza física pode influenciar nossa felicidade.
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):