quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Remissão espontânea

 Ìwòsàn fúnra ẹni tàbí dídínkù lójijì àwọn àmì àìsàn ọlọ́jọ́ pípẹ́ láìsí ìtọ́jú ìṣègùn òde-òní.

Cura espontânea ou redução repentina de sintomas crônicos sem tratamento médico moderno.
A remissão espontânea é um fenômeno extremamente raro na medicina. Ela é definida como a diminuição parcial ou o desaparecimento completo de uma doença (como o câncer ou condições autoimunes) sem a realização de um tratamento médico convencional ou curativo. 
Na literatura oncológica, por exemplo, estima-se que a taxa de remissão espontânea seja de apenas 1 a 10 casos para cada 1 milhão de pacientes com câncer, totalizando cerca de 12 a 24 relatos documentados por ano no mundo. 
Principais Características da Remissão Espontânea
  • Causas prováveis: Embora o mecanismo exato ainda não seja totalmente compreendido, cientistas acreditam que o fenômeno esteja ligado a uma resposta imunológica intensa. Infecções bacterianas ou virais agudas, febre alta e até transfusões de sangue podem, em casos raros, "ativar" o sistema de defesa do corpo de forma tão drástica que ele passa a combater e destruir as células doentes. 
  • Tipos de câncer mais associados: Historicamente, os casos mais comuns de regressão ou remissão sem tratamento médico formal envolvem o câncer renal, melanoma, linfomas, leucemias e neuroblastomas (um tipo de tumor infantil). 
  • Outras patologias: O termo também se aplica a outras áreas da saúde. Na endocrinologia, por exemplo, alguns pacientes conseguem a remissão espontânea do diabetes tipo 2 através de mudanças drásticas no estilo de vida e perda de peso. Na dermatologia, condições como a urticária crônica espontânea também podem entrar em remissão por conta própria após meses ou anos.
Diferença Importante: Remissão vs. Cura
Estar em remissão — seja ela espontânea ou alcançada por meio de tratamentos médicos como quimioterapia e cirurgia — significa que os sinais da doença desapareceram ou recuaram significativamente. No entanto, os médicos preferem usar o termo "remissão" em vez de "cura" porque exames convencionais podem não detectar células doentes microscópicas que ainda restam no organismo, mantendo o risco de a condição retornar no futuro (recidiva). Por isso, mesmo nos raros casos espontâneos, o acompanhamento médico contínuo é indispensável
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
Ìwòsàn: cura ou recuperação de uma enfermidade.
Fúnra ẹni: por si mesmo, de forma própria, espontânea.
Tàbí: ou.
Dídínkù: redução / diminuição.
Lójijì: de repente, repentinamente, abruptamente.
Àwọn àmì àìsàn: os sintomas (literalmente: àwọn = pluralizador, àmì = sinais, àìsàn = doença/enfermidade).
Pípẹ́: longo, prolongado, crônico.
Àìsàn ọlọ́jọ́ pípẹ́: doença crônica.
Àìsàn tí kò gbóògùn: doença incurável.
Àìsàn líle koko: doença muito forte, enfermidade grave.
Àìsàn látìgbà pípẹ́: doença por muito tempo.
Láìsí: sem, na ausência de.
Ìtọ́jú: tratamento, cuidados.
Ìṣègùn: medicina, prática médica.
Òde-òní: moderno.
Ayé òde òní: mundo de hoje, mundo moderno. 
Ìwòsàn ara ẹni òjijì: autocura repentina.
Ìdáríjì, ìfijì, ìdẹwọ́: remissão.

Interações eletroquímicas do cérebro e o emaranhamento quântico.

Àwọn ìbáṣepọ̀ ètò oníná mànàmáná àti kẹ́míkà nínú ọpọlọ àti Ìdíjú kúántù náà.

Interações eletroquímicas do cérebro e o emaranhamento quântico.

 A relação entre as interações eletroquímicas do cérebro e o entrelaçamento quântico é um dos campos mais fascinantes e debatidos da ciência contemporânea, frequentemente explorado pela biologia quântica e por teorias da consciência quântica.

Enquanto a neurociência tradicional explica o funcionamento cerebral por meio de impulsos elétricos e sinapses químicas, novas hipóteses físicas investigam se efeitos mecânico-quânticos operam em paralelo para otimizar ou gerar funções cognitivas complexas.

1. O Modelo Tradicional: Interações Eletroquímicas
O cérebro opera predominantemente como um sistema bioelétrico complexo. A comunicação ocorre através de:
  • Potenciais de Ação: Sinais elétricos que viajam ao longo dos axônios dos neurônios através da entrada e saída de íons (como Sódio, Potássio e Cálcio).
  • Sinapses Químicas: A liberação de neurotransmissores que atravessam a fenda sináptica para transmitir informações a outra célula.
Neste nível macroscópico, o cérebro é considerado um ambiente "quente, úmido e barulhento". Para a física clássica, essas condições destruiriam rapidamente qualquer estado quântico delicado através de um fenômeno chamado decoerência quântica.
2. A Hipótese Quântica: O Entrelaçamento no Cérebro
Apesar das restrições ambientais, cientistas têm proposto mecanismos onde fenômenos quânticos, como o entrelaçamento quântico, poderiam sobreviver e influenciar a biologia cerebral:
  • Teoria Orchestrated Objective Reduction (Orch-OR): Desenvolvida pelo físico Roger Penrose e pelo anestesista Stuart Hameroff, ela sugere que o processamento quântico ocorre dentro dos microtúbulos (estruturas do citoesqueleto dos neurônios). O entrelaçamento nessas estruturas controlaria a liberação de neurotransmissores e formaria a base da consciência.
  • Spins Nucleares e os Pósitrons de Fisher: O físico Matthew Fisher propôs que os spins nucleares de átomos de fósforo (presentes em moléculas chamadas moléculas de Posner) poderiam ficar entrelaçados. Como os spins nucleares interagem muito fracamente com o ambiente, eles poderiam resistir à decoerência por horas ou dias, influenciando o disparo sináptico químico de forma coordenada.
  • Evidências Experimentais Recentes: Estudos publicados em periódicos científicos investigaram o uso de ressonância magnética para detectar potenciais correlações quânticas no cérebro. Pesquisadores sugeriram em relatórios de ciência que certas funções cerebrais, como a memória de curto prazo e a cognição, mostram dinâmicas que se assemelham à computação quântica.
Comparação de Escala e Função
CaracterísticaInterações Eletroquímicas (Clássicas)Entrelaçamento Quântico (Hipótese)
EscalaCelular e Molecular (Milímetros a Micrômetros)Subatômica e Atômica (Nanômetros)
VelocidadeMilissegundosInstantânea (correlação não-local)
MecanismoFluxo de íons e difusão de neurotransmissoresEstados de spin sobrepostos e entrelaçados
Status CientíficoTotalmente comprovado e mapeadoHipótese em fase de testes e debates

Consenso Científico Atual
Até o momento, a neurociência convencional trata o cérebro majoritariamente sob as leis da física clássica. No entanto, o avanço da biologia quântica (que já comprovou efeitos quânticos na fotossíntese e na navegação de pássaros) mantém aberta a possibilidade de que o cérebro humano utilize propriedades quânticas para processar informações de maneira ultraeficiente.
Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):
Àwọn: indicador de plural (colocado antes do substantivo).
Ìbáṣepọ̀: relações, interações, conexões ou correlações.
Ètò: sistema ou organização.
Oníná mànàmáná: elétrico / de eletricidade (literalmente: oní- [aquele que tem] + iná [fogo/luz] + mànàmáná [relâmpago]).
Àti: e (conjunção).
Kẹ́míkà: químico (um empréstimo linguístico da palavra inglesa chemical).
Nínú: dentro de, no, na.
Ọpọlọ: cérebro.
Ìdíjú: complexidade, emaranhado, mistério ou complicação (no contexto da física moderna, é o termo usado para emaranhamento).
Kúántù: quântico (empréstimo linguístico da palavra inglesa quantum).
Náà: o, a, os, as.

Fásíìsì: física (uma transliteração da palavra inglesa physics para a fonética iorubá).

Kùátọ̀mù, kúántù: quântico (empréstimo linguístico da palavra inglesa quantum).

Ìdíjú, ìdàrúdàpọ̀: emaranhamento.
Ìdíjú kúántù: emaranhamento quântico.

Coisas imateriais

 Ǹjẹ́ nǹkan kan wà tí kì í ṣe ohun èlò nínú fásíìsì kuáńtọ̀mù?

Existe algo que não seja material na física quântica?

Sim, existem várias entidades na física quântica (e na física clássica) que não são consideradas matéria.

Na definição física moderna, a matéria é geralmente constituída por partículas que possuem massa de repouso e ocupam espaço (formadas por férmions, como elétrons e quarks). Tudo o que não se encaixa nessa descrição entra na categoria de não-matéria.
Aqui estão os principais exemplos do que não é matéria no reino quântico:
1. Radiação Eletromagnética e Fótons
A luz, as ondas de rádio, os raios X e os raios gama não são matéria. Na física quântica, a luz é quantizada em partículas chamadas fótons.
  • Por que não são matéria? Os fótons são bósons de calibre com massa de repouso zero. Eles são pura energia em movimento e transportam a força eletromagnética.
2. Campos Quânticos
Na Teoria Quântica de Campos (o modelo mais preciso que temos da realidade), o universo fundamental não é feito de "bolinhas" (partículas), mas sim de campos quânticos que preenchem todo o espaço-tempo.
  • Por que não são matéria? As partículas (tanto as de matéria quanto as de luz) são apenas excitações (como ondas) nesses campos subjacentes. O campo em si é uma propriedade do espaço, não matéria.
3. Partículas Mediadoras de Força (Bósons de Calibre)
As forças da natureza são transmitidas pela troca de partículas chamadas bósons de calibre. Além do fóton, existem:
  • Gluons: Responsáveis pela força forte (que une os quarks). Eles não têm massa de repouso.
  • Bósons W e Z: Responsáveis pela força fraca (radioatividade). Embora tenham massa devido ao campo de Higgs, são classificados como portadores de força, não como matéria.
4. Energia do Vácuo (Flutuações Quânticas)
Mesmo no vácuo absoluto, onde não existe nenhuma matéria, o espaço não está vazio. Existem flutuações quânticas de energia onde partículas virtuais piscam dentro e fora da existência por frações minúsculas de segundo. Essa energia intrínseca do espaço-tempo não é considerada matéria estável.
5. Informação Quântica e Entrelaçamento
O entrelaçamento quântico é uma conexão onde o estado de uma partícula determina instantaneamente o estado de outra, independentemente da distância. A "informação quântica" que descreve esses estados e correlações é uma entidade real na física, mas é puramente matemática e conceitual — não possui massa ou substância física.

Resumo Comparativo
Entidade QuânticaClassificaçãoPossui Massa de Repouso?
Elétrons, Quarks, PrótonsMatéria (Férmions)Sim
Fótons (Luz)Energia / Força (Bósons)Não
GluonsForça (Bósons)Não
Campos QuânticosEstrutura do Espaço-TempoNão se aplica

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):

Ǹjẹ́: partícula usada no início de frases para introduzir uma pergunta (equivalente a "Será que...?" ou "Existe...?").

Nǹkan kan: alguma coisa ou algo.

Wà: existir, estar, ser, haver. Implica a existência ou a presença de algo.

Tí: que.

Kì í ṣe: não é ou que não seja.

Ohun èlò, ohunkóhun tí a fi ojú rí tí a sì fi ọwọ́ kàn: matéria.

Ohun èlò: matéria, substância, equipamento ou material (neste contexto científico, refere-se à matéria física).

Ohunkóhun tí a fi ojú rí tí a sì fi ọwọ́ kàn: qualquer coisa que vemos com os olhos e tocamos com as mãos.

Nínú: dentro de ou em.

Fásíìsì: física (uma transliteração da palavra inglesa physics para a fonética iorubá).

Kuáńtọ̀mù: quântica (transliteração do termo inglês quantum).

Kùátọ̀mù, kúántù: quântico.


terça-feira, 20 de outubro de 2026

Telepatia tecnológica e emaranhamento quântico dentro do cérebro

 Ìbánisọ̀rọ̀ láti ọpọlọ sí ọpọlọ nípa imọ̀-ẹ̀rọ àti ìdíjú kúántù nínú ọpọlọ

Telepatia tecnológica e emaranhamento quântico dentro do cérebro.

1. Ìbánisọ̀rọ̀ láti ọpọlọ sí ọpọlọ nípa imọ̀-ẹ̀rọ

A "telepatia tecnológica" (cérebro a cérebro)

Onde a ciência de fato avançou não foi no misticismo, mas na neurotecnologia. Hoje em dia, cientistas conseguem simular o efeito da telepatia usando tecnologia de ponta. 
  • Experimento entre continentes: Pesquisadores conectaram pessoas na Índia e na França através de eletroencefalograma (EEG) e estimulação magnética transcraniana. O computador traduziu as ondas cerebrais de uma pessoa em código binário, transmitiu pela internet, e o dispositivo na outra ponta estimulou o cérebro do receptor, fazendo-o "perceber" a mensagem ("hola" ou "ciao") sem que nada fosse falado ou escrito.
  • Redes de cérebros ("Brainets"): Neurocientistas (incluindo o brasileiro Miguel Nicolelis) conseguiram conectar cérebros de animais de forma que o estímulo motor de um influenciasse diretamente o movimento do outro através de chips e internet.
Resumo da ópera: Se você está procurando por uma capacidade humana inata de ler mentes à distância sem aparelhos, a ciência diz que não funciona. No entanto, se o foco for a comunicação direta cérebro-computador-cérebro, ela já é uma realidade experimental de laboratório.
 2. Ìdíjú kúántù nínú ọpọlọ
Emaranhamento quântico dentro do cérebro

Ainda não há uma comprovação científica definitiva de que o emaranhamento quântico desempenhe um papel funcional na cognição ou na consciência dentro do cérebro humano. No entanto, a possibilidade de o cérebro operar de forma quântica (a chamada hipótese da mente quântica) é um campo de pesquisa ativa, fascinante e repleto de debates na física e na neurociência. 
Historicamente, a comunidade científica rejeitou essa ideia. O argumento clássico (proposto por físicos como Max Tegmark) é que o cérebro é um ambiente "quente, úmido e ruidoso". Para que o emaranhamento quântico ocorra e se mantenha, as partículas precisam estar extremamente isoladas de perturbações externas. No cérebro, a constante agitação térmica e as interações moleculares causariam a decoerência quântica (a destruição do estado emaranhado) em frações quase instantâneas de segundo. 
Apesar disso, descobertas e modelos recentes reabriram essa discussão:
1. Fótons nas bainhas de mielina
Pesquisas publicadas por cientistas na China sugerem que o emaranhamento quântico pode acontecer de forma natural dentro das bainhas de mielina (a camada de gordura que isola os axônios dos neurônios). O modelo propõe que a mielina poderia atuar como uma espécie de "guia de onda", permitindo que fótons infravermelhos gerados pelo metabolismo celular se emaranhem. Isso ajudaria a explicar a sincronização ultrarrápida de milhões de neurônios, algo difícil de explicar puramente por sinais elétricos clássicos. 
2. Os "Átomos de Posner" (Modelo de Matthew Fisher)
O físico Matthew Fisher, da Universidade da Califórnia, propôs um roteiro viável para o processamento quântico cerebral. Ele identificou que os spins nucleares de átomos de fósforo, quando integrados em aglomerados moleculares de cálcio chamados "moléculas de Posner", poderiam estar excepcionalmente protegidos contra a decoerência externa. Segundo sua hipótese, esses átomos poderiam manter o emaranhamento quântico por horas ou até dias dentro do ambiente celular, influenciando a liberação de neurotransmissores e o disparo sináptico. 
3. Evidências indiretas em Ressonância Magnética
Cientistas do Trinity College Dublin realizaram experimentos adaptando conceitos de gravidade quântica para analisar o cérebro através de Ressonância Magnética (RM). Eles detectaram sinais correlacionados nos spins dos prótons do cérebro que se assemelhavam ao emaranhamento. Curiosamente, esses sinais específicos desapareciam quando os voluntários pegavam no sono, sugerindo uma possível ligação — ainda altamente especulativa — entre esses processos quânticos e o estado de consciência acordado

Wo àlàyé ọ̀rọ̀ (veja o glossário):

Ìbánisọ̀rọ̀: comunicação, conversação, diálogo.

Láti: de, a partir de.

Ọpọlọ: cérebro (literalmente também pode significar mente ou inteligência).

Sí: para.

Àti: e.

Nípa: por meio de, através de, sobre.

Imọ̀-Ẹ̀rọ: tecnologia (união de imọ̀ = conhecimento e ẹ̀rọ = máquina/engenho).

Ìsọ̀rònú, ìsọ ọkàn ẹni, ìsọ nǹkan ti èrò-inú: telepatia.

Afàiyà: encanto, feitiço, charme, comunicação entre mentes por meios diferentes dos canais sensoriais normais. 

Ìfà-inú: telepatia. 

Ìsopọ̀ kúántù, ìsopọ̀ kùátọ̀mù, ìsomọ́ kùátọ̀mù: conexão quântica. Quando duas partículas ficam entrelaçadas, elas se comportam como se estivessem coordenadas entre si, como se estivessem "trocando informações" à distância, de uma forma totalmente estranha à intuição clássica sobre partículas fisicamente separadas. 

Ẹni méjì tó lè fèrò wérò láìsí pé àwọn méjèèjì jíjọ sọ̀rọ̀ pọ̀: transmissão de pensamentos de uma pessoa para outra sem a intervenção dos mecanismos normais de comunicação.

Ìdíjú, ìdàrúdàpọ̀: emaranhamento.

Ìdíjú kúántù: emaranhamento quântico.