sexta-feira, 12 de junho de 2015

Angola

 Orílẹ̀-èdè Olómìnira ilẹ̀ Àngólà.
 República de Angola.




Monumento ao Renascimento Africano ( Senegal)

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Orílẹ̀-èdè Olómìnira = República
Orílẹ̀-èdè = nação.
Torílẹ̀-èdè = nacional.
Orílẹ̀ = grupo de origem, clã.
Èdè = idioma, língua, dialeto.
Olómìnira = independente.
= no, na, em. Usada para indicar o lugar em que alguma coisa está. Indica uma posição estática.
Ọmọorílẹ̀-èdè Àngólà = angolano.
Agbára = força, poder, autoridade.




  1. Àwọn oníhun ọmọorílẹ̀-èdè Àngólà  ti  Pọ́rtúgàl.
 Os Donos Angolanos de Portugal.
                                                                         



Os Donos Angolanos de Portugal
Jorge Costa, João Teixeira Lopes, Francisco Louçã

«…inventariamos as principais redes de relação entre os capitais angolanos e os portugueses, identificando os protagonistas, as suas histórias e os seus interesses. Assim, não se trata de um livro sobre Angola. Não pretendemos analisar o poder angolano e a evolução social ou económica do país, tarefa que incumbe em primeiro lugar aos cientistas sociais e ao processo democrático angolano. Pretendemos unicamente analisar o poder da burguesia angolana em Portugal e as suas relações com a burguesia portuguesa. É por isso um livro sobre alguns dos donos de Portugal, os que são angolanos, e os seus aliados.»A interligação entre os capitais portugueses e angolanos não tem paralelo na história do pós-colonialismo. Este processo de reciclagem da riqueza apropriada pela família de José Eduardo dos Santos e pela elite que a rodeia realiza a maior transformação do capitalismo português atual.

2. Agbára omọorílẹ̀-èdè Àngólà ní Pọ́rtúgàl.
   O poder angolano em Portugal.




     Angola é hoje um dos mais poderosos Estados africanos e uma economia emergente a nível global. Sustentado pelas receitas do petróleo, que, segundo dados oficiais, representam 61 por cento do PIB angolano, o regime liderado por José Eduardo dos Santos gere uma tremenda liquidez financeira que procura aplicar nos sistemas financeiros e economias de vários países, especialmente nos de Portugal. Neste livro fundamental para perceber o que está em jogo, Celso Filipe, um dos poucos especialistas nacionais na África de língua portuguesa, começa por traçar a evolução política e económica de Angola após o fim da guerra civil, em 2002, e definir com rigor e isenção quem detém o Poder no complexo sistema político angolano. Depois, mostra como os angolanos estabeleceram Portugal como alvo estratégico de investimento, e quantifica essa presença na economia e na sociedade portuguesas.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Olókun

                             Olókun 

Divindade feminina dos mares e oceanos.





   Olokun é o Orixá Senhor do mar, é andrógino, metade homem e metade-peixe, de caráter compulsivo, misterioso e violento. Tem a capacidade de transformar. É assustador quando irritado. Na natureza é simbolizado pelo mar profundo e é o verdadeiro dono das profundezas do presente, onde ninguém jamais esteve. Representa os segredos do fundo do mar, como ninguém sabe o que está no fundo do mar, apenas Olokun. Também representa a riqueza do fundo do mar e da saúde. Olokun é um dos Orixás mais perigoso e poderoso do culto aos Orixás.   
                                                                  

domingo, 7 de junho de 2015

AS SETE LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO.

 Àwọn òfin méje ti ẹ̀mí ti àbáfú 
 As sete leis espirituais do sucesso.




                                                                 





Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Àwọn, wọn, pron.  Eles, elas. Indicador de plural.
Òfin, s. Lei, estatuto.
Méje, num. Total de sete.
Ti ẹ̀mí, adj. Espiritual.
Ti, prep. de ( indicando posse). Quando usado entre dois substantivos, usualmente é omitido. Ilé ti bàbá mi = ilé bàbá mi ( A casa do meu pai).
Àbáfú, s. Sucesso, fortuna, boa sorte.

Físíksì kúántù

Físíksì kúántù
                                                                   

Escravos brancos: uma verdade inconveniente

1. Áfríkà ti sọdi ẹrú 1 míllíon ènìyàn aláwọ̀ funfun, wí akọ̀wé ìtàn.

África escravizou 1 milhão de brancos, diz historiador.

[Imagem: Escrava+branca.jpg]
Escrava branca na mão de um africano muçulmano




Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).

Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).


Áfríkà, s. África.

Ti, part. pré.v. Já. Usada para indicar o tempo passado dos verbos.
Sìn, lí ẹrú, sọdi ẹrú, v. estravizar. 
Káwọ́, v. Dominar, ter autoridade, ter controle sobre.
Míllíon, num. Milhão.
Òyìnbó, aláwọ̀funfunènìyàn aláwọ̀ funfuns. Branco.
Ẹlẹ́yàpúpọ̀, s. Mestiço, pardo.
Adúláwọ̀, s. Pessoa negra, africano.
Wípé, v. Dizer que.
, v. Dizer, relatar.
Ìtàn, s. História, mito.
Òpìtàn, akọ̀wé ìtàn ìjọba tàbí ti ènìà,  akọ̀ìtàn, akọ̀wé ìtàn s. Historiador.
Akọ̀wé. s. Escritor, secretário, escrevente.




11/03/2004 - 06h00
 África escravizou 1 milhão de brancos, diz historiador

da Reuters, em Washington

Mais de 1 milhão de europeus foram escravizados por traficantes norte-africanos de escravos entre 1530 e 1780, uma época marcada por abundante pirataria costeira no Mediterrâneo e no Atlântico. A informação é do historiador americano Robert Davis, que falou sobre o assunto anteontem.

Segundo ele, embora o número seja pequeno perto do total de escravos africanos negros levados às Américas ao longo de 400 anos --entre 10 milhões e 12 milhões--, sua pesquisa mostra que o comércio de escravos brancos era maior do que se presume comumente e que exerceu um impacto significativo sobre a população branca da Europa.

''Uma das coisas que o público e muitos especialistas tendem a dar como certa é que a escravidão [na Idade Moderna] sempre foi de natureza racial --ou seja, que apenas os negros foram escravos. Mas não é verdade'', disse Davis, professor de história social italiana na Universidade Ohio State

"Ser escravizado era uma possibilidade muito real para qualquer pessoa que viajasse pelo Mediterrâneo ou que habitasse o litoral de países como Itália, França, Espanha ou Portugal, ou até mesmo países mais ao norte, como Reino Unido e Islândia."

Piratas

Davis escreveu um livro sobre o tema, recém-lançado, chamado "Christian Slaves, Muslim Masters: White Slavery in the Mediterranean, the Barbary Coast, and Italy, 1500-1800" (escravos cristãos, senhores muçulmanos: a escravidão branca no Mediterrâneo, na costa Berbere e na Itália). Nele, o historiador calcula que entre 1 milhão e 1,25 milhão de europeus tenham sido capturados no período citado por piratas conhecidos como corsários e obrigados a trabalhar na África do Norte.

Os ataques dos piratas eram tão agressivos que cidades costeiras mediterrâneas inteiras foram abandonadas por seus moradores assustados.

"Boa parte do que se escreveu sobre o escravagismo dá a entender que não houve muitos escravos [europeus] e minimiza o impacto da escravidão sobre a Europa", disse Davis em comunicado.

"A maioria dos relatos analisa apenas a escravidão em um só lugar, ou ao longo de um período de tempo curto. Mas, quando se olha para ela desde uma perspectiva mais ampla e ao longo de mais tempo, tornam-se claros o âmbito maciço dessa escravidão e a força de seu impacto."

Remadores em galés

Partindo de cidades como Túnis e Argel, os piratas atacavam navios no Mediterrâneo e no Atlântico, além de povoados à beira-mar, para capturar homens, mulheres e crianças, disse o historiador.

Os escravos capturados nessas condições eram colocados para trabalhar em pedreiras, na construção pesada e como remadores nas galés dos piratas.

Para fazer suas estimativas, Davis recorreu a registros que indicam quantos escravos estavam em determinado local em determinada época.

Em seguida, estimou quantos escravos novos seriam necessários para substituir os antigos à medida que eles iam morrendo, fugindo ou sendo resgatados.

"Não é a melhor maneira de fazer estimativas sobre populações, mas, com os registros limitados dos quais dispomos, foi a única solução encontrada", disse o historiador, cujos trabalhos anteriores exploraram as questões de gênero na Renascença.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u32556.shtml

 2. Orílẹ̀-èdè Onímàle lọ́wọ́lọ́wọ́  tà, ó sì sọdi ẹrú àwọn obìnrin funfun  ti ẹ̀yà ènìyàn Yasídì.

O atual Estado Islâmico  vende e escraviza mulheres brancas da etnia yazidi.

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Orílẹ̀-èdè,s . Estado.
Onímàle, adj. Islâmico.
Orílẹ̀-èdè Onímàle, s. Estado islâmico.
Lọ́wọ́lọ́wọ́, adv. No tempo presente, recentemente.
, v. Vender.
Ó, pron. Ele, ela.
( conj. pré-v.) = e, além disso, também. Liga sentenças, porém, não liga substantivos; nesse caso, usar " àti". É posicionado depois do sujeito e antes do verbo.
Sìn, lí ẹrú, sọdi ẹrú, v. estravizar. 
Káwọ́, v. Dominar, ter autoridade, ter controle sobre.
Àwọn, wọn, pron.  Eles, elas. Indicador de plural.
Obìnrin, s. Mulher.
Funfun, adj. Branco.
Ti, prep. de ( indicando posse). Quando usado entre dois substantivos, usualmente é omitido. Ilé ti bàbá mi = ilé bàbá mi ( A casa do meu pai).
Ẹ̀yà ènìyàn, s. etnia.
Yasídì, s. Yazidi 

O atual Estado Islâmico  vende e escraviza mulheres brancas da etnia yazidi.




O grupo extremista Estado Islâmico (EI) admitiu pela primeira vez que mulheres e crianças yazidis capturadas no Norte do Iraque são entregues como escravas para os seus combatentes como “prêmios de guerra”. Anúncio foi feito na revista “Dabiq”, publicada pelo grupo para propagar suas ideias, e segundo EI o princípio da escravidão estaria baseado em preceitos religiosos.



Iraquiano compra meninas escravizadas pelo Estado Islâmico e as devolve aos pais

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A iniciativa de um homem em comprar meninas sequestradas pelo Estado Islâmico para serem revendidas como escravas sexuais tem sido vista como um ato de heroísmo, pois ele as devolve às suas famílias. 

Etnia yazidi 




André Rebouças

Ẹlẹ́rọ dúdú ìkínní.
O primeiro engenheiro negro.

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).


Àwọn, wọn, pron.  Eles, elas. Indicador de plural.
Ẹlẹ́rọ, s. Operador de máquina, engenheiro.
Dúdú, adj. Preto.
Dúdú, v. Ser preto.
Ìkínní, èkínní, num. Primeiro.


                                                                     






sábado, 6 de junho de 2015

MST

  Èmi ni kò sí ilẹ̀, èmi aláìní, èmi ni adúláwọ̀ nlá, èmi ni ìjídìde!                                                    Sou Sem Terra, sou pobre, sou negão, sou revolução! 

Publicado em 25 de maio de 2015
Composição: Raumi Souza
Intérpretes: Julian Medina e Raumi Souza
Realização: Brigada de Audiovisual Eduardo Coutinho - MST






Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Èmi, mo, pron. Eu.
Ni, prep. No, na, em.
Kò sí, v. Forma negativa do verbo wà (estar, existir, haver). Kò sí owó kò sí orò - sem dinheiro não há obrigação.
Aláìní, s. Pessoa necessitada, indigente, pobre.
Ènìyàn dúdú, s. Negro.
Adúláwọ̀, s. Pessoa negra, um africano.
Adúláwọ̀ nlá, s. Negrão.
Ìjídìde, s. Revolução.

                                                                


Movimento dos Sem-Terra

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra nasceu da luta que, isoladamente, muitos camponeses da Região Sul do Brasil foram desenvolvendo pela conquista da terra desde o final da década de 70. O país vivia, nessa altura, um período de abertura política, depois do desaparecimento do regime militar. A política rural vivia extremas contradições; a concentração capitalista da terra, a expulsão dos pobres da área rural, as dificuldades de modernização da agricultura acentuavam o êxodo para os centros urbanos. Nesse contexto, em diversas regiões do Brasil, surgiram determinados focos de luta que, a pouco e pouco, se foram articulando. Dessa articulação partiu a delineação e a estruturação do Movimento dos Sem-Terra, tendo como principais núcleos coordenadores o acampamento da Encruzilhada Natalino, em Ronda Alta - RS e o Movimento dos Agricultores Sem Terra do Oeste do Paraná (Mastro). 
Segundo os seus dirigentes, o Movimento Sem Terra visava cumprir três grandes objetivos: promover a reforma agrária e a constituição de uma sociedade mais justa e, acima de tudo, pôr em prática um plano de expropriação das grandes áreas agrícolas concentradas nas mãos de empresas multinacionais, que acabasse com os latifúndios improdutivos e com a definição de uma área máxima de hectares para a propriedade rural. 
O movimento tornou-se cada vez mais abrangente. Lutou contra os fracassados projetos (apoiados pelo Governo) de colonização, passou a exigir uma política agrícola voltada para o pequeno produtor, defendeu a autonomia das zonas indígenas e manifestou-se contra a apropriação das suas terras por parte dos grandes latifundiários, propôs ainda a distribuição democrática da água nas zonas de irrigação do Nordeste, um aspeto que considerava fundamental para a manutenção dos agricultores dessa região. 
Os partidários deste movimento lutavam igualmente pela punição dos assassinos de trabalhadores rurais (que acusavam muitas vezes de estar a soldo dos grandes fazendeiros) e defendiam a cobrança de um Imposto Territorial Rural, destinado a financiar a desejada reforma agrária. 
Buscando as suas raízes nas lutas do período colonial (contra as intrusões dos Bandeirantes), do século XIX (como o movimento dos Canudos, do Contestado ou o do Cangaço) e da ditadura militar, onde líderes de grupos como as Ligas Camponesas, a União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil e o Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master) foram presos e assassinados, o atual Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) organizou-se oficialmente em 1984, na altura em que se realizou o primeiro encontro interestadual de pequenos agricultores. 
Hoje encontra-se estabelecido em 22 estados do Brasil. De 1984 até 1996 julga-se que o movimento proporcionou a conquista de terra a cerca de 140 mil famílias que habitualmente estão organizadas em cooperativas de produção - cerca de 60 encontram-se associadas à Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab). 
Segundo dados estatísticos da FAO, o rendimento destes trabalhadores aumentou de forma notória. O MST, para além disso, demonstra algumas preocupações com a elevação da sua qualidade de vida; neste sentido, tem financiado programas de educação para aumentar a taxa de escolarização entre os membros do mundo rural. Com o apoio da UNICEF, mais de 38 mil estudantes e cerca de 1500 professores desenvolvem uma experiência educacional em que todos depositam grandes esperanças.

Fonte: http://www.infopedia.pt/$movimento-dos-sem-terra