sábado, 27 de fevereiro de 2016

Sexo

Ìbálòpọ̀, ẹ̀yà abo àti akọ, ẹ̀ya obìnrin àti ọkùnrin, ìbádàpọ̀, takọtabo, ìbálòpọ̀ takọtabo ( sexo) 





Como a Igreja arruinou a vida sexual das Américas com pecado, culpa e preconceito

bugres
(Índios vestidos de Jean-Baptiste Debret em Santa Catarina, 1834)
“Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, escreveu o holandês Gaspar Barleu ao se deparar com a libidinagem no Recife do século 17.
Não EXISTIA. A liberdade sexual dos primeiros moradores do Brasil seria logo substituída pela noção de transgressão, pelo pudor excessivo, pelas proibições e pelo preconceito –a homofobia, por exemplo, nascia ali. Em que contribuíram os europeus para a sexualidade das Américas além de nos apresentar à culpa?
Tudo o que era possível trazer para cá, em termos sexuais, já era conhecido entre os nativos: homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, bigamia, poligamia. As posições também iam muito além do “papai-e-mamãe” no escuro e sob lençóis dos colonizadores: masturbação mútua, sexo anal, oral, grupal. Sexualmente falando, eram os indígenas os avançados e os homens brancos, os primitivos. Mas foi só chegar a igreja e pronto: a pretexto de civilizar-nos, destruíram milênios de conhecimento autóctone sobre a sexualidade.
As próprias narrativas dos primeiros cronistas são contaminadas pelo puritanismo da época. No México, Hernán Cortés escreveu: “fomos informados de que são todos sodomitas e usam aquele abominável pecado”. O tema da sexualidade, é claro, sofreu censura por parte dos colonizadores, e só recentemente historiadores e arqueólogos têm apresentado descobertas neste campo. Cortés estava bem informado: entre os maias, a homossexualidade era frequente, e uma espécie de rito de passagem da infância para a adolescência (como ocorre, aliás, com tantos homens e mulheres, de forma velada, em todos os tempos).
“Viam no prazer sexual um dom divino, equiparável ao alimento, à alegria, ao vigor vital e ao repouso cotidiano. Era questão de moderar o desfrute daquele presente, como se fazia com qualquer outro bem concedido pelos deuses”, escreveu o antropólogo Alfredo López Austin em um dos artigos da edição especial da revistaArqueologia Mexicana sobre sexualidade entre os maias, em 2010.
A masturbação ritual era praticada por muitos indígenas da América Central como uma maneira de fecundar a terra, considerada “feminina”. As carícias mútuas faziam parte do coito: o homem tocava as partes íntimas da mulher e a mulher tocava o homem. Moderno, não? Tem gente que não faz isso até hoje…
Tudo isso foi documentado em esculturas em pedra e cerâmica que ficaram escondidas, trancafiadas em salas de museu até a metade do século 20. Uma mostra de arte erótica pré-colombiana organizada no México em 1926 foi relegada a um salão secreto durante décadas. Em Uxmal e Chichen Itzá há esculturas dedicadas ao órgão sexual masculino, cujo significado ainda permanece um mistério. Supõe-se que os falos gigantescos simbolizavam a fertilidade e eram objeto de culto.
falos
No Peru, só em 1957 foi aberta a sala onde ficavam escondidas as cerâmicas eróticas pré-colombianas do Museu Nacional de Antropologia. Veio a público então uma impressionante série de cerâmicas da cultura mochica, anterior aos incas, representando atos sexuais de forma explícita, em posições que fariam corar ainda hoje em dia algumas senhoras de Santana da renascida direita tupiniquim. Algumas delas podem ser apreciadas no Museu Larco, em Lima.
mochica
(Cerâmicas do museu Larco, em Lima: sexo oral…)
mochica69
(…69…)
mochicamasturbacao
(…masturbação mútua – reparem na carinha deles -…)
mochicaanal
(…e sexo anal)
Na América protestante a repressão não foi diferente. Muito igualitária, a sociedade Cherokee dava às mulheres postos semelhantes aos dos homens; elas podiam integrar o conselho da tribo e ser guerreiras. O adultério era permitido a ambos os sexos, sem punição, assim como o divórcio: bastava a mulher colocar os pertences do homem para fora da casa.
Havia ainda os transgêneros, encontrados em mais de 150 tribos norte-americanas. Chamados de Two-Spirit (“dois espíritos”) ou “berdaches”, eram homens que gostavam de estar entre as mulheres, fazer as coisas que elas faziam e vestir-se como elas. Ou o contrário: mulheres que gostavam de se vestir como homens. Os primeiros relatos de colonizadores sobre os Two-Spirit aparecem já no século 16. O preconceito contra eles só vai surgir mais tarde, por influência do homem branco. A partir daí, eles passam a ser rejeitados por suas tribos e são marginalizados.
berdache
(We-Wa, uma “dois espíritos” do povo Zuni, do Novo México, EUA, em 1907. Foto: John K. Hillers)
Na América católica, a “Santa” Inquisição foi convocada para reprimir sexualmente os nativos, coibindo “delitos” como a bigamia ou a sodomia, embora fossem práticas permitidas em algumas culturas indígenas. No México, conta-se do índio Ángel Porecu, de Michoacán, punido por bigamia com cem chibatadas. No Brasil, um projeto da Universidade Federal do Pará rastreou os casos de naturais da Amazônia, entre eles indígenas, enviados aos tribunais do “Santo” Ofício em Lisboa por “crimes” similares.
Foi o caso da índia Florência Perpétua, de 28 anos, acusada de bigamia em 1766, levada a Portugal e condenada à prisão, após a qual foi solta e admoestada a viver com o primeiro marido. A sodomia (prática de sexo anal) também era razão para julgamento e punição pela Inquisição, mas apenas a masculina. “A sodomia feminina não era alvo da Inquisição porque não havia o derramamento de sêmen, considerado pecado. A masculina era considerada bestialismo”, explica o historiador Antonio Otaviano Vieira Jr., coordenador do trabalho.
automexico
(Tribunal da Inquisição no México)
A ordem era vestir as índias, cobrir o que foi olhado com tanto espanto e deleite pelos primeiros exploradores. “Desde o início da colonização lutou-se contra a nudez e aquilo que ela simbolizava. Os padres jesuítas, por exemplo, mandavam buscar tecidos de algodão, em Portugal, para vestir as crianças indígenas que frequentavam suas escolas. ‘Mandem pano para que se vistam’, pedia padre Manuel da Nóbrega em carta a seus superiores”, escreve Mary del Priore no livroHistórias Íntimas. “Aos olhos dos colonizadores, a nudez do índio era semelhante à dos animais; afinal, como as bestas, ele não tinha vergonha ou pudor natural. Vesti-lo era afastá-lo do mal e do pecado. O corpo nu era concebido como foco de problemas duramente combatidos pela Igreja nesses tempos: a luxúria, a lascívia, os pecados da carne. Afinal, como se queixava padre Anchieta, as indígenas não se negavam a ninguém.”
Enquanto fora de casa o homem se divertia, dentro do casamento era um pudor só. “Até para ter relações sexuais as pessoas não se despiam. As mulheres levantavam as saias ou as camisas e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Mesmo nos processos de sedução e defloramento que guardam nossos arquivos, vê-se que os amantes não tiravam a roupa durante o ato”, lembra Mary.
A sexualidade dos índios no Brasil é ainda hoje pouco estudada. Há alguns relatos de cronistas, como o de Gabriel Soares de Sousa entre os tupinambás, na calienteBahia do século 16. “São os tupinambás tão luxuriosos que não há pecado de luxúria que não cometam”, escreve Gabriel no Tratado Descritivo do Brasil em 1587. Segundo ele, os índios não só transavam muito como gostavam, homens e mulheres, de falar sobre sexo desavergonhadamente.
Havia homossexualidade e o adultério era permitido também às mulheres, que seduziam amigas para o leito conjugal. “As que querem bem aos maridos, pelos contentarem, buscam-lhes moças com que eles se desenfadem, as quais lhe levam à rede onde dormem, onde lhes pedem muito que se queira deitar com os maridos, e as peitam para isso; cousa que não faz nenhuma nação de gente, senão estes bárbaros”, constata, não sem uma pontinha de inveja, nosso cronista.
As mulheres mais velhas, por sua vez, “desestimadas dos homens”, tratavam de iniciar sexualmente os meninos: “ensinam-lhes a fazer o que eles não sabem”. E os insatisfeitos com o tamanho do membro nada de novo sob o sol“costumam pôr o pelo de um bicho tão peçonhento, que lho faz logo inchar, com o que têm grandes dores, mais de seis meses, que se lhe vão gastando por espaço de tempo; com o que se lhe faz o seu cano tão disforme de grosso que os não podem as mulheres esperar”.
“O esforço no sentido de fazer prosperar na colônia estrita monogamia teve que ser tremendo”, escreveu Gilberto Freyre em Casa Grande & Senzala. O pernambucano, que assumia com tranquilidade suas experiências homossexuais na juventude, prestou atenção nas práticas entre o mesmo sexo e na bissexualidade, que não eram incomuns entre os indígenas brasileiros e tampouco eram práticas condenadas. Pelo contrário, os homossexuais eram bem-vistos e tinham relevância na comunidade. Freyre supõe que a função de curandeiro das tribos, não só brasileiras como as demais do continente, fosse destinada aos gays. Também se afirma isso sobre os Two-Spirit, que seriam os xamãs da América do Norte.
(O Feiticeiro, gravura de John White em 1585 na cidade indígena de Pomeiooc, atual Carolina do Norte)
(O Feiticeiro, gravura de John White, em 1585, na cidade indígena de Pomeiooc, atual Carolina do Norte, EUA)
“Quanto aos pajés, é provável que fossem daquele tipo de homens efeminados ou invertidos que a maior parte dos indígenas da América antes respeitavam e temiam do que desprezavam ou abominavam”, defende Freyre. “Uns, efeminados pela idade avançada, que tende a masculinizar certas mulheres e a efeminar certos homens; outros, talvez, por perversão congênita ou adquirida. A verdade é que para as mãos de indivíduos bissexuais ou bissexualizados pela idade resvalavam em geral os poderes e funções de místicos, de curandeiros, pajés, conselheiros, entre várias tribos americanas.”
Entrevistei o antropólogo Estevão Fernandes, professor da Universidade de Rondônia, que estuda a homossexualidade indígena.
Socialista Morena – Era frequente a homossexualidade entre os índios brasileiros? Ou depende da etnia?
Estevão Fernandes – Não apenas “era”, como é, algo normal. Um grande desafio no tocante aos indígenas homossexuais em várias terras indígenas do País é o de romperem com uma imagem que se tem, no Brasil, de que os povos indígenas sejam coletividades paradas no tempo. Isso faz com que indígenas cujas sexualidades não se enquadram no modelo hegemônico sejam vistos como “perdendo sua cultura” ou “gays por causa do contato com os brancos”, gerando preconceito, inclusive, em suas próprias aldeias –muitas vezes devido ao contato com os não-índios, com igrejas diversas, por meio da mídia. A perspectiva de que estas sexualidades eram abjetas chegou com a colonização, com a imposição de padrões ocidentais de sexo, gênero, família, pela necessidade do colonizador de se organizar o trabalho, o espaço e o tempo nas aldeias. Assim, os homens deveriam se vestir como homens, trabalhar onde os homens trabalham, ter nome de homem, e se comportar como os homens se comportam; idem com relação às mulheres. Os indígenas que não se enquadravam nesta perspectiva (r)estrita de dimorfismo sexual e heteronormatividade eram castigados –há relatos, por exemplo, de execuções, cortes de cabelo forçados, castigos físicos, etc., levados a cabo pelos colonizadores, não pelos indígenas. Neste sentido, a heteronormatividade e o preconceito são parte integrante da colonização, mas não das formas pelas quais os indígenas lidavam com essas práticas. Temos fontes que situam práticas queer entre povos indígenas no Brasil desde, pelo menos, meados do século XVI e em diversas etnias e povos indígenas do país, sem que houvesse qualquer tipo de preconceito ou exclusão destes indivíduos em suas aldeias.
– Só há relatos de homossexualidade masculina ou feminina também?
– Tanto uma quanto outra (ainda que as fontes sejam mais frequentes no tocante ao sexo entre homens, reflexo da perspectiva viricentrada e patriarcal quase sempre assumida pelos observadores).
– Gilberto Freyre propõe que muitos dos pajés eram homossexuais. Será verdade?
– No Brasil há poucos dados sobre isso, ainda que existam. Isto talvez explique a perseguição que os homo e bissexuais sofreram ao longo da colonização. Há vários relatos na literatura que nos permitem afirmar que havia (e talvez ainda haja), entre povos ameríndios, o ponto de vista que relaciona homo/bi/transexualidade ao potencial sagrado, como mostram os Two-Spirit nos Estados Unidos e Canadá. Também há o caso dxs Muxes, no México, que apontam não apenas para esse importante papel religioso, mas também político e social desempenhado por esses indivíduos.
– A sexualidade indígena é um assunto muito pouco estudado no Brasil. Por quê? Qual a principal dificuldade em pesquisar este campo?
– Ainda é, embora venham surgindo boas pesquisas a este respeito. Uma das hipóteses é, talvez, a própria resistência que algumas lideranças indígenas têm em tocar no assunto, por temerem o preconceito em relação às suas comunidades… Outra é a relativamente pouca penetração de ideias como as teorias queer na academia brasileira. Neste sentido, um grande desafio é trazer o queer para uma discussão mais próxima da etnologia indígena e da crítica às práticas coloniais, administrativas e políticas empregadas junto aos povos indígenas. Por outro lado, fico feliz em ver que alguns e algumas indígenas já se mobilizam em suas comunidades para pensar estas questões, inclusive trazendo estas reflexões para a própria academia –um exemplo é o texto Sexual Modernity in Amazonia, escrito em coautoria com uma indígena Tikuna, aluna da UFAM (Universidade Federal do Amazonas).
– Os relatos dos primeiros cronistas sobre sexualidade eram sempre permeados de julgamentos e preconceitos. Há alguma exceção? Algum cronista foi mais, digamos, permissivo?
– Até onde pude observar, não há exceções… Quase sempre o enquadramento a partir do qual a sexualidade indígena é vista reflete as perspectivas e preconceitos do observador… No tocante aos missionários e cronistas é ainda mais evidente como a sexualidade era vista, junto com a poligamia e a antropofagia, como prova da necessidade de se converter –quase sempre pelo uso do medo– os indígenas.
***
Talvez a própria imagem do indígena como “inocente” ou “assexuado” tenha sido útil à Igreja para disseminar suas teorias sobre céu e inferno. A analogia com Adão e Eva era perfeita: nus, no “Paraíso”, os “inocentes” foram tentados pela serpente do “pecado”. Era preciso fazê-los sentir-se mal em relação a algo natural e convertê-los à “fé”. E assim morria, no “descobrimento”, a genuína sexualidade das Américas. Mas o pecado, Barleu tinha razão, não está mesmo em nosso DNA.
(A presença dos africanos, sobretudo das africanas, modifica a vida sexual dos colonizadores, mas apenas dos homens. Toda esta parte é razão, porém, para outro post.)

Fonte: http://www.socialistamorena.com.br/como-a-igreja-arruinou-a-vida-sexual/

Atentado terrorista nas Olimpíadas do Rio.

Àwọn ẹni tí ń jìyà ìpalára ti ìdíje Òlímpíkì.
As vítimas dos jogos olímpicos.

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Àwọn, wọn, pron.  Eles, elas. Indicador de plural.
Ẹni tí ń jìyà ìpalára: vítima. 
Ti, prep. De ( indicando posse). Quando usado entre dois substantivos, usualmente é omitido. Ilé ti bàbá mi = ilé bàbá mi ( A casa do meu pai).
Àwọn Ìdíje Òlímpíkì, s. Jogos Olímpicos.
Eré-ìdárayá ìdíje Òlímpíkì, s. Desporto olímpico.
Ìkínní, èkínní, kíní, kínní, num. Primeiro.
Ìṣẹ̀lẹ̀ ìdánilóró, s. Atentado terrorista.
Ìdájọ́, s. Justiça.
Àti, conj. E. Usada entre dois nomes, mas não liga verbos.
Baálẹ̀, s. Prefeito.
Ṣe, v. Fazer.
, v. Ter. 
Ẹ̀jẹ̀, s. Sangue.  
Ọmọdé dúdú, s. Criança negra.

1. Baálẹ̀ àti ìdájọ́ ṣe àwọn ìṣẹ̀lẹ̀ ìdánilóró kíní ti ìdíje Òlímpíkì.
Prefeito e justiça fazem os primeiros atentados terroristas dos jogos olímpicos.


Os atentados terroristas têm quatro objetivos estratégicos:

1. Afastar pobres fedorentos e negros da presença de turistas estrangeiros (brancos e ricos).
2. Apropriar-se das terras de famílias negras e pobres.
3. Prosseguir com o genocídio de jovens negros e pobres.
4. Promover política de assentamento de empresários brancos no local.


                                                                   








2. Àwọn Ìdíje Òlímpíkì ní ẹ̀jẹ̀ àwọn ọmọdé dúdú.
Jogos olímpicos têm sangue de crianças negras.




A cidade do Rio de Janeiro foi denunciado pela ONU (Organização das Nações Unidas), por ter um dos maiores índices de mortes de jovens e adolescentes. As forças policiais Brasileiras foram denunciadas pela a Organização das Nações Unidas (ONU), “pelo alto índice de assassinatos extra-judiciais de crianças”, e alerta que é  “generalizada” a impunidade no Brasil.
O Comitê para o Direito das Crianças divulgou seu informe nesta quinta-feira (8), sobre a posição da juventude no país. De acordo com o parecer, essa tendência de execuções e prisões teve impulso diante dos megaeventos esportivos, é a tentativa de acabar com a violência para 2016.
A ONU informou que o Brasil tem uma das maiores taxa de assassinatos de jovens no mundo, e enfatiza que os menores no Brasil passaram a ser alvos da violência dos policiais, grupos de extermínios, e do crime organizado. O aviso é resultado de um debate de dois dias com o governo brasileiro que, após 10 anos, teve sua política para infância avaliada. O resultado disso é um relatório que relata uma violência aguda contra os jovens, declarou o presidente do Comitê, Benyam Mezmur.
O vice-presidente do Comitê, Renate Winter, denuncia a “limpeza” que tem sido promovida no Rio de Janeiro tendo em vista a preparação para os jogos olímpicos. “Para mostrar ao mundo uma cidade sem esses problemas uma limpeza está acontecendo visando os jogos olímpicos”, disse. Renate Winter, disse também que houve uma resistência do governo em responder algumas perguntas no decorrer do debate.

De acordo com Mezmur, algumas crianças foram presas sem passar por decisões legais. Gehadi Madi, perito da ONU, também delata a “limpeza”. “Na copa do Mundo de 2014 já vimos isso acontecer, e agora estamos pedindo que corrija o erro para que não volte a acontecer”, disse.
Na análise da perita Sara Oviedo, não é novidade as mortes de crianças no Brasil: "Recebemos informações objetiva de que se trata realmente de uma limpeza para receber os eventos internacionais."
A ONU informou estar muito preocupada devido o estado ter um dos maiores índices de homicídio de crianças no mundo, e também indica que a grande maioria das vítimas são afro-brasileiros.


Fonte: http://br.blastingnews.com/rio-de-janeiro/2015/10/rio-de-janeiro-e-denunciado-pela-onu-00598619.html

Capitalismo

Pírámídì ti sístẹ̀mù ìṣekápítálístì.
Pirâmide do sistema capitalista.




piramide_do_capitalismo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Fashion


Kíni ẹ̀ṣọ́ aṣọ?
O que é  fashion?

Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Kíni, kín, pron. interrog. O quê. Somente usado em frases interrogativas.
Ni, v. Ser, é.
Ẹ̀ṣọ́ aṣọ, s. Fashion.
Àṣà ìgbàlódé, s. Moda, tendência e voga.
Ti ìgbàlódé, adj. Fashion.



       Fashion é alta moda, moda feminina mais sofisticada e modo de trajar-se no ambiente em que circulam pessoas de nível ou status social mais elevado.  A palavra é empregada, também, para designar:

1) O aspecto mercantil – o mercado da moda, a concorrência das griffes.

2) Os eventos em que se apresentam inovações e tendências na moda feminina.




















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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Internet natural

Àwọn èbu tò lẹ́sẹsẹ orí íńtánẹ́ẹ̀tì àdánidá ní igbó.

Fungos estruturam a internet natural nas florestas.


 Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).

Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).


Àwọn, wọn, pron.  Eles, elas. Indicador de plural.
Èbu, s. Fungos.
Orí íńtánẹ́ẹ̀tì, s. Internet.

Orí íńtánẹ́ẹ̀tì àdánidá, s. Internet natural formada por fungos.

Ṣètò, adj. Organizado.
Tò lẹ́sẹsẹ, tòlẹ́sẹ, v. Organizar.
Ti, prep. De (indicando posse).
Igbó, s. Bosque, floresta, selva.
, part. enfática. Usada na construção de frases, quando o verbo tiver dois objetos, o segundo objeto é precedido por " ní".
, prep. No, na, em. Usada para indicar o lugar em que
alguma coisa está. Indica uma posição estática.
, v.  Ter, possuir, dizer.Transportar carga em um barco
ou navio. Ocupar, obter, pegar.
Ni, v. Ser, é.
, pron. dem. Aquele, aquela. Requer alongamento da vogal final da palavra que o antecede somente na fala. Ex.: Fìlà ( a ) nì - Aquele chapéu. 


1. Fungos estruturam a internet natural das florestas.
Por Elisandro Ricardo Drechsler-Santos                                                                               Depto. de Botânica e PPGFAP – UFSC
Para ouvir o áudio do texto com o autor, clique aqui.
Fonte da imagem: http://timewheel.net/
Fonte da imagem: http://timewheel.net/
As plantas e outros organismos vivos de uma floresta estão conectados por uma internet natural formada por fungos. Até parece a história do filme de ficção científica Avatar, que se passa no ano de 2154. No filme, a espécie humana coloniza Pandora, uma das luas de um planeta fictício, para extrair minérios. Porém, acaba se deparando com um fenômeno fantástico de conexão que parece ser a chave do equilíbrio natural entre todos os organismos e os humanoides Na’vi, nativos de Pandora.
Voltando à realidade, de acordo com o especialista em fungos, o Micólogo Dr. Paul Stamets, a natureza do nosso planeta Terra também está conectada por uma Internet Natural, estruturada por fungos. De fato, a interação entre fungos e plantas vai muito além da decomposição da madeira ou parasitismo. Mais de 90% das plantas apresentam fungos associados às suas raízes. Chamamos essa relação de micorrízica. A relação é benéfica para ambos na medida em que o fungo, além de proteger as raízes, disponibiliza nutrientes (Nitrogênio e Fósforo, por exemplo) e água, que são essenciais para o desenvolvimento das plantas. Em troca, a planta “alimenta” (comida em forma de carboidratos) o fungo disponibilizando parte da sua energia adquirida através da fotossíntese. Então, quando vemos um cogumelo no solo na verdade não estamos vendo todo o corpo do fungo, pois há uma grande parte que fica associada às raízes, formando uma rede entre diferentes plantas. Essa rede é formada pelo micélio fúngico, um conjunto de filamentos microscópicos (as hifas – tipo específico de célula que forma o corpo do fungo), que às vezes conseguimos ver como se fosse um chumaço de algodão, o popular mofo.
Através das hifas, os fungos micorrízicos acabam conectando diferentes plantas da mesma ou de diferentes espécies. A partir dessa conectividade, as plantas são capazes, via micélio, de compartilhar nutrientes, químicos tóxicos e até mesmo informações. Recentemente, uma série de trabalhos e experimentos vem comprovando e demonstrando essa conectividade e comunicação. Especialistas constataram a passagem de nutrientes de uma planta à outra e sugerem que plantas maiores podem dar suporte energético para as menores se desenvolverem. Também, para protegerem essas menores, as plantas podem, via hifas dos fungos, liberar químicos tóxicos no solo que combateriam outras plantas competidoras ou até mesmo ataques de vermes nematoides. Em outros experimentos, foi observado que plantas contaminadas por fungos parasitas ou atacadas por insetos enviaram um tipo de sinal químico, via micorrizas, para outras plantas sadias. Quando estas plantas sadias foram expostas ao fungo parasita ou aos insetos, elas apresentaram resistência maior que as primeiras. Em conclusão, para a planta, estar conectada à rede natural significa acesso a uma informação privilegiada que lhe garante um sistema de defesa e consequentemente a sobrevivência ao ataque de fungos e insetos agressivos. Por fim, como comentado anteriormente, as plantas obtêm energia através da fotossíntese e disponibilizam parte para o seu parceiro, o fungo micorrízico. No entanto, também existem plantas que não conseguem fazer a fotossíntese, mas recrutam aqueles fungos micorrízicos para “roubarem” carboidratos das plantas em que já estão associados, garantindo assim a sua sobrevivência.
Embora a comunicação não seja totalmente novidade, muito ainda precisa ser compreendido, pois além dos fungos e plantas outros organismos no solo das florestas podem estar em envolvidos. Essa conexão merece uma atenção especial e talvez considerar as plantas, fungos, animais e outros organismos como entidades separadas seja um erro no entendimento da ecologia da natureza. Os organismos não só dependem uns dos outros como fazem parte do funcionamento de um todo. Por fim, não precisamos extinguir todo nosso recurso natural a ponto de ter que explorar outro planeta, como no filme Avatar, para entender que estratégias de conservação devem levar em consideração que os organismos estão relacionados e somente juntos e conectados representam o equilíbrio natural.
Referências:
  • Babikova et al. 2013. Underground signals carried through common mycelial networks warn neighbouring plants of aphid attack. Ecology Letters 16(7): 835-843.
  • Barto et al. 2012. Fungal superhighways: do common mycorrhizal networks enhance below grond communication? Trends in Plant Science 17(11): 633-637.
  • Fleming 2015.  “Plants Talk to Each Other Using an Internet of Fungus.” BBC Earth.
  • Helgason et al. 1998. Poughing up the wood-wid web? Nature 394: 431.
  • Johnson & Gilbert 2015. ‘Interplant signalling through hyphal networks’. New Phytologist 205 (4): 1448-1453;
  • Jung et al. 2012. Mycorrhiza-Induced Resistance and Priming of Plant Defenses. Journal of Chemical Ecology 38(6): 651-664;
  • Stamets 2005. Mycelium Running: How Mushrooms Can Help Save the World.  Ten Speed Press. New York. 344p.
Fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3949742305463224394#editor/target=post;postID=229559634457291527

2. Plantas se comunicam e 'brigam' usando 'internet de fungos'

                                                                                              Nic Fleming

                                                                                              Da BBC Earth


Filamentos de fungos chamados micélios formam uma rede conhecida como micorriza

Uma via superrápida para tráfego de dados, que coloca em contato uma grande população de indivíduos diversos e dispersos. Essa via facilita a comunicação e colaboração entre os indivíduos, mas também abre caminho para que crimes sejam cometidos.

Parece uma descrição da internet, mas estamos falando de fungos. Os fungos – sejam eles cogumelos ou não – são formados de um emaranhado de pequenos filamentos conhecidos como micélio. O solo está cheio desta rede de micélios, que ajuda a "conectar" diferentes plantas no mesmo solo.

Muitos cientistas estudam a forma como as plantas usam essa rede de micélios para trocar nutrientes e até mesmo para "se comunicar". Em alguns casos, as plantas formam até mesmo uma união para "sabotar" outras espécies invasoras de plantas, liberando toxinas na rede.

Cerca de 90% das plantas terrestres têm uma relação simbiótica com fungos, que é batizada de micorriza. Com a simbiose, as plantas recebem carboidratos, fósforo e nitrogênio dos fungos, que também as ajudam a extrair água do solo. Esse processo é importante no desenvolvimento das plantas.


'Internet natural'


Filme de ficção 'Avatar' tinha uma ideia parecida com a 'internet natural' que existe na Terra

Para o especialista em fungos Paul Stamets, essa rede é uma "internet natural" do planeta Terra. Sua tese é que ela coloca em contato plantas que estão muito distantes de si e não apenas as que estão próximas. Ele traça um paralelo com o filme Avatar, de 2009, em que vários organismos em uma lua conseguem se comunicar e dividir recursos graças a uma espécie de ligação eletroquímica entre as raízes das árvores.

Só em 1997 é que foi possível comprovar concretamente algumas dessas comunicaçõeos via "internet natural". Suzanne Simard, da Universidade de British Columbia, no Canadá, mostrou que havia uma transferência de carbono por micélio entre o abeto de Douglas (uma árvore conífera) e uma bétula. Desde então, também ficou provado que algumas plantas trocam fósforo e nitrogênio da mesma forma.

Simard acredita que árvores de grande porte usam o micélio para alimentar outras em nascimento. Sem essa ajuda, a cientista argumenta, muitas das novas árvores não conseguiriam sobreviver.

Simard conta que as plantas parecem trabalhar no sentido contrário ao observado por Charles Darwin, de competição por recursos entre espécies. Em muitos casos, espécies diferentes de plantas estão usando a rede para trocar nutrientes e se ajudarem na sobrevivência.

Os cientistas estão convencidos de que as trocas de nutrientes realmente acontece pelo fungo no solo, mas eles ainda não entendem exatamente como isso ocorre.

'Conluio'

Uma pesquisa recente foi além. Em 2010, Ren Sem Zeng, da faculdade de agronomia da Universidade de Guangzhou, na China, conseguiu observar que algumas plantas "se comunicam entre si" para formar uma espécie de sabotagem a espécies invasoras.

A experiência foi feita com tomates plantados em vários vasos e ligados entre si por micorriza. Um dos tomates foi borrifado com o fungo Alternaria solani, que provoca doenças na planta.
Depois de 65 horas, os cientistas borrifaram outro vaso e descobriram que a resistência deste tomate era muito superior.

"Acreditamos que os tomates conseguem 'espiar' o que está acontecendo em outros lugares e aumentar sua resposta à doença contra uma potencial patogenia", escreveu Zeng no artigo científico.

Ou seja, as plantas não só usam a "internet natural" para compartilhar nutrientes, mas também para formar um "conluio" contra doenças.

Esse tipo de comportamento não foi observado apenas em tomates. Em 2013, o pesquisador David Johnson, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, também detectou isso em favas, que se protegem contra insetos mínusculos conhecidos com afídios.


Lado negro


Experiência mostrou que tomates se 'comunicam' pela micorriza sobre doenças

Mas assim como a internet humana, a internet natural também possui seu lado negro. A nossa internet reduz a privacidade e facilita crimes e a disseminação de vírus.

O mesmo acontece com as plantas na micorriza, segundo os cientistas. Algumas plantas não possuem clorofila e não conseguem produzir sua própria energia por fotossíntese.

Algumas plantas, como a orquídea Cephalanthera austiniae, "roubam" o carbono que necessitam de árvores das proximidades, usando a rede de micélio. Outras orquídeas que são capazes de fotossíntese roubam carbono, mesmo sem necessitar.

Esse tipo de comportamento faz com que algumas árvores soltem toxinas na rede para combater plantas que roubam recursos. Isso é comum em acácias. No entanto, cientistas duvidam da eficácia desta técnica, já que muitas toxinas acabam sendo absorvidas pelo solo ou por micróbios antes de atingir o alvo desejado.


Para vários cientistas, a internet dos fungos é um exemplo de uma grande lição do mundo natural: organismos aparentemente isolados podem estar, na verdade, conectados de alguma forma, e até depender uns do outros.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/11/141128_vert_earth_internet_natural_dg

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Inteligência das plantas

Àwọn ọ̀gbìn lò orí íńtánẹẹtì èbu.
As plantas usam internet de fungos.





Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Àwọn, wọn, pron. Eles, elas. Indicador de plural.
Ọ̀gbìn, s. Planta.
, v. Usar, fazer uso de, utilizar.
Orí íńtánẹẹtì, s. Internet.
Èbu, s. Fungos.




1. As plantas se espiam entre elas usando uma internet de fungos (e também se roubam).


Uma das melhores descobertas recentes em matéria de biologia foi que os bosques têm uma rede subterrânea por onde se comunicam. Seu sistema, feito de fungos aderidos às raízes, funciona igual os neurônios no cérebro humano. Uma árvore pode proporcionar oxigênio a outra árvore a quilômetros de distância graças a que todas as raízes se tocam por embaixo do solo. Esta comunicação arbórea é, em poucas palavras, o melhor exemplo da vida comunitária altruísta. Mas agora sabemos algo a mais a respeito disto: assim como os humanos com a internet, as plantas podem usar seu sistema com propósitos definidos.

Algumas plantas roubam outras usando sua "internet". Há plantas que não têm clorofila, por exemplo, de modo que não podem produzir sua própria energia através da fotossíntese. Algumas destas plantas, como a bela orquídea fantasma, tomam o carbono que precisam de árvores próximas via micélio de fungos ao que ambas estão conectadas.

Mas esta mesma rede inteligente permite que outras plantas, como as favas, se inteirem quando algum vizinho está sendo atacado por pragas. Pesquisas descobriram que alguns plantios de fava que não estavam sendo atacados por pulgões, mas estavam ligados àqueles via micélio, ativaram suas defesas químicas contra os afídeos.

O caso anterior pode ser visto como um ato de altruísmo por parte da planta atacada, que manda uma espécie de sinal por meio do sistema de rede. A verdade é que sabemos muito pouco da silenciosa sofisticação subterrânea que ocorre no reino vegetal, e que estamos longe de nos considerar mais inteligentes que o sistema de plantas.


Leia mais: http://www.ndig.com.br/item/2015/01/as-plantas-se-espiam-entre-elas-usando-uma-internet-de-fungos-e-tambm-se-roubam#ixzz40Mlwb2gK

2. A inteligência das plantas revelada.

Òye náà ti Ọ̀sányìn ( a inteligência de Osanyin)





Ọ̀sányìn
Pesquisas recentes mostram que as plantas têm linguagem, memória, cognição e são capazes de fazer escolhas. Ao site de VEJA, pesquisadores desvendam o mecanismo da inteligência vegetal e mostram como as plantas passaram a dividir com os animais o status de criaturas autônomas e sensíveis.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/a-inteligencia-das-plantas-revelada



3. 10 provas que demonstram que as plantas são mais inteligentes do que pensamos.

1. As plantas comunicam-se com os insetos

Algumas plantas evoluíram uma estratégia de sobrevivência equivalente a enviar um sinal de alerta. Quando as plantas de fumo são atacadas por lagartas soltam uma substância química no ar que atrai insetos predadores que gostam de alimentar-se das lagartas. Em alguns casos esses compostos fragrantes que seduzem quando percorremos um jardim, em realidade é a forma que as plantas pedem a ajuda de seus amigos insetos.

2. As plantas têm memória

Recentemente um grupo de botânicos do Instituto de Nebraska realizou uma série de experimentos através dos quais comprovaram que as plantas são capazes de armazenar informação, e remeter-se a ela. Em poucas palavras, que possuem memória ativa. E esta memória permite-lhes orientar seu desenvolvimento evolutivo, por exemplo, em temporadas de seca as plantas recordam os efeitos que lhes produziram estas circunstâncias de pouca água, e para a seguinte temporada são capazes de implementar certas medidas que as farão menos vulneráveis a dito meio.

Da mesma forma as plantas também parecem recordar certas mudanças na luz associadas com diferentes estações, que por sua vez estão vinculadas à exposição a patogênicos. Esta "memória" permite-lhes produzir químicos, só quando for o momento indicado, que lhes ajudam a se proteger de algumas pestes.

3. As plantas criam redes de comunicação

A verde "inteligência" das plantas faz com que não atraiam insetos, senão que também se ajudam entre si para evitar uma ameaça. Os morangos, os trevos e outras plantas crescem enviando mensageiros: ramos horizontais que eventualmente se integram capilarmente a sua estrutura. Estas sentinelas criam redes de comunicação entre plantas ligadas. Quando uma planta é atacada por um inseto, envia sinais às outras plantas advertindo os membros da rede para que possam gerar defesas que combatam os invasores -desde toxinas a químicos que produzem um sabor ruim para os herbívoros-.

4. As plantas crescem de maneira diversa em resposta ao som

O crescimento das plantas pode ser afetado substancialmente se alguém conversa com elas ou coloca algum som, ademais elas também produzem sons. A bióloga Monica Gagliano descobriu que o milho pode emitir e responder ao som. Gagliano notou que as raízes das plantas de milho fazem uma série de cliques sonoros a uma frequência de 220 Hz. Esta bióloga cultivou milho hidropônico e gerou artificialmente som contínuo a 220 Hz. As plantas responderam inclinando se à fonte de som. Ainda não é conhecido o motivo pelo qual as plantas desenvolveram esta habilidade.

5. As plantas medem o tempo

As plantas não florescem à toa: registram a passagem do tempo. Já foram identificadas uma série de proteínas que respondem à quantidade de luz às que são expostas. Quando recebem suficiente luz em um ciclo de 24 horas, estas proteínas emitem um sinal que ativa o ciclo de florescimento.

6. As plantas sabem distinguir acima e abaixo

Não importa onde sejam colocadas, as plantas dirigirão suas raízes para baixo, para a terra. É muito provável que percebam a gravidade.

7. As plantas sabem quem é da família e quem não

Como sentindo o conforto de seus seres queridos, a planta Impatiens pallida dedica menos energia ao crescimento de suas raízes quando esta rodeada de seus familiares, com as quais compartilham nutrientes. Na presença de outras plantas não relacionadas geneticamente, estas plantas aceleram o crescimento tanto das raízes quanto das folhas.

8. As plantas alertam-se entre espécies da presença de um inimigo

A comunicativa planta do fumo não só se serve de insetos aliados, também recebe sinais de plantas como a Artemisa tridentata. Cientistas descobriram que quando o fumo é plantado próximo desta planta, consegue evitar ser devorado por herbívoros com maior frequência, via um sinal da Artemisa, que faz com que o fumo fabrique químicos preventivos que fazem suas folhas menos atraentes para seus predadores.

9. As plantas usam camuflagem

A Dormideira Mimosa pudica, em vez de usar químicos, dobra suas folhas para que estas aparentem pareçam menores e menos suculentas. Herbívoros que buscam uma refeição substanciosa vão buscá-la em outro local.

10.As plantas modificam seu tamanho em busca da luz

A bióloga Joanne Chory identificou uma proteína que faz com que as plantas cresçam mais quando estão confinadas à sombra. Esta proteína, PIF7, percebe a disposição da luz ao redor da planta e se a planta estiver na sombra, fará com que cresça mais para que possa encontrar o sol.

Fonte: io9.


Leia mais em: 10 provas que demonstram que as plantas são mais inteligentes do que pensamos - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=24411#ixzz40N0S1DhM

Iscas humanas.

Àwọn  aláwọ̀funfun ti Amẹ́ríkà lò ọmọ ọwọ́ dúdú bí ìjẹ láti dẹ ọ̀nì.
Os brancos dos Estados Unidos usavam bebês negros como iscas para caçar alligator(jacarés).



Àkójọ́pọ̀ Itumọ̀ (Glossário).
Ìwé gbédègbéyọ̀  (Vocabulário).

Àwọn, wọn, pron. Eles, elas. Indicador de plural.
Aláwọ̀funfun, s. Branco.
Ti, prep. de ( indicando posse). Quando usado entre dois substantivos, usualmente é omitido. Ilé ti bàbá mi = ilé bàbá mi ( A casa do meu pai).
Àwọn Ìpínlẹ̀ Aṣọ̀kan Amẹ́ríkà, Àwọn Ìpínlẹ̀ Asokan, Amẹ́ríkà, s.  Estados Unidos da América.
, v. Usar, fazer uso de, utilizar.
Ọmọ àgbo, ọmọ ọwọ́, ọmọ ọmú, s. Bebê, criança.
Dúdú, adj. Preto.
Dúdú. v. Ser preto.
, prep. Como, da mesma forma que.
Ìjẹ, s. Isca.
Láti, prep. Para. Usada antes de verbo no infinitivo.
Dẹ, v. Caçar, pegar, atrair, preparar armadilha. 
Ọ̀nì, s. Crocodilo, jacaré.









 Você sabia que os brancos nos Estados Unidos usavam bebês negros como iscas para caçar alligator(jacarés)

“Eu sempre soube que a raça humana não prestava, mas isto é o cúmulo, isto é cúmulo…Sinceramente…..”

Durante a escravidão e até meados do século vinte, bebés negros foram usados como isca de jacaré no Norte e Centro da Florida nos Estados Unidos de América.

Os caçadores de jacarés roubavam os filhos quando as mães, muitas delas escravas estavam ocupadas com seus afazeres diários. Algumas seriam crianças de um ano de vida ou menos. Outras crianças eram roubadas à noite mediante ataques brutais contra seus pais, de seguida amarravam uma corda em volta do pescoço e ao redor de seu torso junto de uma árvore no pântano ou eixavam-nas em gaiolas como se fossem galinhas.

Como as crianças choravam e gritavam os jacarés apareciam rápido para devora-las, em questões de minutos os jacarés estavam sobre elas. O caçador que se mantinha distante não dava conta da presença do jacaré, já que a caça era realizada a noite, então somente quando o animal atacava a criança e tentava arrasta-la no pântano para devorar ou quando começava a come-la viva é que os caçadores conseguiam se aperceber da presença do mesmo através dos movimentos e esticar da corda. Somente nesta altura que eles partiam em direcção ao bebe e matavam o animal. 

A revista Time, em 1923, relatou que os caçadores da cidade de Chipley, Flórida, praticavam tais actos, mas a cidade negou-o como "uma mentira boba, falsa e absurda."

A prática tem sido documentada em pelo menos em três filmes: "Alligator Bait" (1900) e "O 'Gator eo pickaninny" (1900). E a história de dois meninos negros que serviam de isca de jacaré foi contada em "Fúria Untamed" (1947). 

Na verdade, o termo "isca de jacaré" era comum em todo o Sul dos estados unidos, pelo menos, da década de 1860 até ao ano de 1960 foi um insulto racial e uma ameaça que os brancos usavam para "domesticar" as crianças negras resilientes.

Mas na década de 1940 no Harlem, em New York ", isca de jacaré" aplicada aos negros de qualquer idade - particularmente aqueles que eram da Flórida. 

Finalmente, em termos de iconografia, a partir de, pelo menos, a década de 1890 até os anos 1960, as crianças negras eram frequentemente retratado como isca de jacaré nos brinquedos para as crianças brancas, saboneteiras, escovas de dentes, cinzeiros e, especialmente, em cartões postais enviados através do correio dos EUA. 

Quem quiser saber mais sobre o assunto só visitar os links abaixo:

whites Used Black Babies as Alligator Bait
http://www.authentichistory.com/diversity/african/3-coon/7-alligator/ 
http://www.urbandictionary.com/define.php?term=Alligator+Bait 
http://www.authentichistory.com/diversity/african/3-coon/7-alligator/